Preços vão ficar mais caros em 2023? Mercado faz última projeção do ano

De acordo com projeções reveladas pelo Relatório Focus, do Banco Central, os analistas de mercado reduziram novamente a expectativa para a inflação deste ano, mas elevaram as expectativas para 2023 e 2024. O relatório foi divulgado ontem, 26.

As cerca de 100 instituições financeiras que são pesquisadas todas as semanas pelo Banco Central, permaneceram com a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) de 2023 e reduziram levemente para este ano. No caso  da taxa de juros, o mercado cresceu sua projeção  para a  Selic para o final de 2023 e manteve a de 2024.

  • Inflação: A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) despencou de 5,76% para 5,64% neste ano e cresceu de 5,17% para 5,23% em 2023 e de 3,50% para 3,60% em 2024.
  • PIB: a previsão de crescimento da economia do país foi reduzida pelo mercado de 3,05% para 3,04% neste ano e manteve a de 2023 em 0,79%.
  • Selic: A projeção para a taxa de juros oficial cresceu de 11,75% para 12% em 2023 e manteve em 9,00% para 2024.
  • Câmbio: A estimativa para o dólar permanece em R$ 5,25 neste ano, no entanto passou por ligeira   alta em 2023, de R$ 5,26 para R$ 5,27.

Inflação abaixo do esperado 

Em novembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, subiu 0,41%, depois de uma alta de 0,59% em outubro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando o acumulado de 12 meses até novembro, o IPCA teve uma alta de 5,90%, ante alta de 6,47% em outubro.

A expectativa dos analistas, de acordo com uma pesquisa realizada pela Reuters, era de uma alta de 0,53% no último mês, acumulando no período de 12 meses um aumento de 6,01%.

Os grupos que mais impactaram o IPCA foram o de Transportes (+0,83%) e Alimentação e Bebidas (+0,53%), que contribuíram para quase 71% do IPCA, de acordo com os dados.

Mesmo que a variação mais elevada do último mês tenha sido do grupo de Vestuário (1,10%), acima de 1% pelo quarto mês seguido, o setor não chega a impactar de forma considerável o Índice, devido sua representatividade menor.

O IBGE mostrou que esta alta nos transportes foi puxada, especialmente, pelos combustíveis. “A alta da gasolina está ligada ao aumento do preço do etanol. Isso ocorreu por conta de um período de entressafra da produção de cana de açúcar. A gasolina leva álcool anidro em sua composição”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.