Idosa sofre golpe do Pix e banco terá de devolver até R$ 60 mil; saiba como solicitar

O Banco do Brasil foi condenado a ressarcir cerca de R$60 mil para a aposentada Inazeli Nóbrega e Silva, de 78 anos, que foi vítima de um golpe aplicado em julho de 2021. A aposentada deverá receber mais R$10 mil de indenização por danos morais, pois ela tentou alertar o banco sobre as transações indevidas que estavam acontecendo em sua conta. 

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De acordo com Fabricio Posocco, o advogado de Inazeli, um suposto empregado do Banco do Brasil, entrou em contato com aposentada em julho do ano passado para tentar alertá-la sobre uma tentativa de acesso a sua conta corrente, por supostos criminosos. Neste contato o falso funcionário orientou que a aposentada refizesse os procedimentos de segurança da conta através do telefone, fazendo a confirmação de seus dados pessoais.

Após este contato, Inazeli recebeu outra ligação onde foi orientada a se dirigir a sua agência para fazer pessoalmente os procedimentos de segurança. Neste dia, a aposentada foi atendida por um outro rapaz, um funcionário interno do Banco do Brasil.

No entanto, ao sair da agência, para sua surpresa os pagamentos que tentou fazer com o seu cartão de crédito e débito em uma farmácia localizada na mesma região, Santos, no litoral de São Paulo, foram recusados. 

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Chegando em casa, a idosa abriu o aplicativo de seu banco e percebeu que, no primeiro contato com o falso empregado do Banco do Brasil, acabou sendo vítima de uma ligação falsa. Utilizando o nome da senhora, os bandidos pagaram boletos, efetuaram transações através do Pix e ainda contrataram empréstimos. 

A decisão a favor da vítima foi tomada em primeira instância pelo juiz Frederico dos Santos Messias, da 4ª Vara Cível de Santos, no entanto ainda cabe recurso, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Como forma de justificar a sentença, o juiz verificou os extratos que foram apresentados pela defesa da aposentada destacando que os altos gastos em um período curto de tempo não eram compatíveis com o perfil da vítima.

“O banco deveria ter detectado as movimentações duvidosas e em desacordo com o perfil da autora. Porém, nada fez nesse sentido”, disse Messias ao UOL.

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Através de nota remetida ao UOL, o BB afirmou que entrou com apelação contra a decisão em primeira instância e que só irá se manifestar nos autos do processo.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.