Cada vez menos estabelecimentos estão aceitando parcelamentos em até 12 vezes; descubra o motivo

O parcelamento é uma das estratégias mais usadas pelos brasileiros para pagar compras. Mas a modalidade de pagamento sofre com restrições nos últimos anos, sendo raro encontrar atualmente estabelecimentos que aceitem parcelar em até 12 vezes, algo comum até pouco tempo atrás.

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Uma pesquisa realizada pela Gmattos, consultoria especializada em comércio eletrônico e meios de pagamento, revelou que apenas 17,2% das lojas oferecem a opção de parcelamento em 12 vezes sem juros. Há cinco anos atrás, essa mesma taxa era de 85%. Que fatores explicam essa queda? Os pagamentos em muitas parcelas deixarão de existir no Brasil?

Juros altos

Especialistas explicam que o parcelamento traz custos adicionais para o comércio. O lojista que aceita parcelar a venda de um produto tem duas alternativas: ou recebe o pagamento de cada parcela no dia do vencimento ou faz a antecipação das parcelas.

Essa segunda opção é a mais usada, mas ela implica o pagamento de uma taxa de antecipação, além das taxas normais cobradas pelas operadoras de cartão de crédito. E com a Selic a 13,25%, as taxas de juros como um todo estão cada vez maiores, o que aumenta os custos para o vendedor.

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Por esse motivo, é cada vez mais raro encontrar lojistas que aceitam parcelar em muitas vezes sem juros. Da mesma forma, é cada vez mais difícil achar qualquer tipo de parcelamento que não contenha juros para o consumidor. E, como os especialistas alertam, às vezes os juros vêm disfarçados na transação, sendo embutidos no preço do produto.

Descontos à vista

Para compensar a ausência do parcelamento sem juros, os estabelecimentos estão tentando atrair clientes oferecendo descontos no pagamento à vista. E para quem opta pelo Pix o desconto pode ser ainda maior.

Conforme mostrou pesquisa da Gmattos, em maio deste ano, esse meio de pagamento instantâneo já era aceito por 74,6% dos comércios virtuais, sendo que 20% deles ofereciam descontos para quem pagasse à vista no Pix. Os descontos podiam variar de 3% a 18%.

Outras formas de pagamento também estão substituindo o parcelamento, como o Buy Now, Pay Later (BNPL), também conhecido como crediário digital. Nessa modalidade, é possível parcelar uma compra sem cartão de crédito e com limite aprovado na hora.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.