Segundo homem mais rico do mundo critica pedido do governo americano para reduzir preço da gasolina

O aumento nos preços de combustíveis está atormentando governos de todo o mundo, e nos Estados Unidos não é diferente. No último sábado (2), o presidente americano, Joe Biden, pediu aos postos do país que baixassem os preços da gasolina vendida nas bombas. A declaração incomodou o empresário Jeff Bezos, dono da Amazon e um dos homens mais ricos do mundo.

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Em mensagem divulgada no Twitter, Biden disse aos empresários do setor: “este é um tempo de guerra e perigo global. Baixe o preço que você está cobrando na bomba para refletir o custo que você está pagando pelo produto. E faça isso agora”.

Poucas horas depois, Bezos retrucou o presidente: “a inflação é um problema muito importante para a Casa Branca continuar fazendo declarações como essa. Ou é um direcionamento direto errado ou um profundo mal-entendido da dinâmica básica do mercado”, postou o bilionário.

No dia seguinte (3), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, deu uma resposta a Bezos, também pelo Twitter: “Os preços do petróleo caíram cerca de US$ 15 (o barril) no mês passado, mas os preços nas bombas mal caíram. Isso não é ‘dinâmica básica de mercado’. É um mercado que está falhando com o consumidor americano”.

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Em entrevista ao canal de televisão Fox News, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, também comentou sobre a polêmica. “Obviamente, fazemos uma grande exceção à ideia de que isso é de alguma forma um direcionamento errado. […] O presidente está trabalhando muito duro em muitas frentes para tentar reduzir esse preço”.

Inflação recorde

A inflação dos Estados Unidos alcançou 8,6% em maio, considerando-se os últimos 12 meses, no pior resultado em 40 anos. Entre os itens que mais contribuem para esse aumento, estão os combustíveis, como a gasolina, que já é vendida, em média, por 5 dólares o litro nos postos americanos, cerca de 2 dólares a mais do que há um ano atrás.

A principal causa para o encarecimento dos combustíveis são as sanções contra a Rússia, maior exportadora de hidrocarbonetos, tomadas como forma de punir o país pela invasão da Ucrânia.

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Biden, inclusive, já declarou que o aumento de preços é um custo que os americanos devem pagar para que o presidente russo, Vladimir Putin, “não se safe”, e usa frequentemente a expressão “inflação de Putin”.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.