Empresas adotam estas ações para ‘driblar’ a inflação

A inflação, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumula alta de 11,73% em 12 meses até maio. O IPCA-15, por sua vez, já atingiu 12,04% no acumulado de 12 meses, até meados de junho.

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Com esse cenário de aumento generalizado de preços, as empresas têm adotado estratégias que visam reduzir custos e manter o nível das vendas, como reduzir o tamanho das embalagens ou modificar a composição dos produtos.

Reduflação

Apelidada de reduflação, a prática de reduzir o tamanho das embalagens, para não aumentar o preço, já é bem antiga. Ela se torna mais frequente, no entanto, em momentos como o atual, de inflação alta.

Para que os consumidores não sejam pegos de surpresa com a redução na quantidade dos produtos, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece regras de como a mudança deve ser feita. É necessário que a empresa informe claramente no rótulo sobre a redução de quantidade, durante um prazo de 180 dias após a mudança.

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Produto parecido, mas menor

Algumas marcas, no entanto, adotam outra estratégia parecida, para fugir das exigências do CDC. Elas lançam produtos com embalagens muito parecidas com a dos produtos normalmente comercializados, mas com uma quantidade menor. Como se trata, em tese, de outro produto, a empresa acaba não sendo obrigada a informar sobre a redução de quantidade, conforme determina a legislação.

Para não ser enganado por essa estratégia, os especialistas recomendam que o consumidor confira a quantidade do produto que está levando e faça a comparação em termos de volume ou peso. Analise, por exemplo, quanto os itens custam por quilo, e não por unidade.

Mudança de ingredientes

Outra prática que vem se tornando comum é a mudança na quantidade ou no tipo de ingrediente usado nos produtos que encontramos nos supermercados.

“Sucos de caixinha”, por exemplo, estão vindo com uma quantidade menor de suco original da fruta, o que os transforma em “néctar” e reduz o custo de produção para a empresa, embora mantendo o preço ao consumidor.

As marcas também podem trocar os ingredientes por equivalentes mais baratos, que normalmente são ultraprocessados e de menor qualidade. Um exemplo disso foi o lançamento, pela Nestlé, de um equivalente do leite condensado “Moça”, chamado de “Moça para toda a família” e composto de uma “mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido”.

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É necessário, nesse caso, que o consumidor esteja atento à composição do produto, que é informada no rótulo.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.