Crise chegando? Confira a expectativa dos especialistas sobre nova recessão mundial

Governos de todo o mundo estão atentos à possibilidade de um nova crise mundial, que pode se traduzir em desemprego, redução do consumo e das exportações. As causas principais para essa recessão, que, segundo, os especialistas, não deve durar muito tempo, são as elevações nas taxas de juros promovidas pelos bancos centrais e a interrupção de cadeias produtivas devido à guerra na Ucrânia e as sanções contra a Rússia.

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Na semana passada, duas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos elevaram sua expectativas de uma recessão no país. O Goldman Sachs enxerga agora uma chance de 30% de a economia americana entrar em recessão em 2023 (antes era de 15%), enquanto o Bank of America enxerga uma chance de 40% disso ocorrer.

Mas também há quem acredite que a recessão pode chegar ainda em 2022, como o economista Vincent Reinhardt, do banco Dreyfus and Mellon. “Acredito que será leve, deverá começar no último trimestre deste ano e continuar no primeiro de 2023”, disse em entrevista ao Estadão.

Fora dos Estados Unidos, o temor também é grande. De acordo com Christian Sewing, economista-chefe do Deutsch Bank, da Alemanha, a chance de ocorrer uma recessão na Europa é maior do que nunca, e ela pode chegar mais cedo, caso a Rússia interrompa seu fornecimento de gás ao continente.

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O que é recessão?

Existem dois tipos de recessão. A recessão técnica ocorre quando o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens e serviços que circulam numa economia) cai por dois trimestres seguidos.

Mas, na prática, podemos dizer que a recessão ocorre quando os indicadores de uma economia, como desemprego, consumo das famílias e exportações, pioram.

O que está levando o mundo a uma recessão?

Três fatores, em especial, estão diminuindo a atividade econômica pelo mundo. Confira a seguir quais são eles.

Inflação

A inflação já vinha aumentando em todo o mundo, impulsionada tanto pela quebra de cadeias produtivas com a pandemia, como pelo aumento de demanda que veio com a recuperação da crise sanitária global. Agora, a inflação é impulsionada pela guerra na Ucrânia e as sanções contra a Rússia.

Para tentar conter os aumentos de preços, os bancos centrais elevam as taxas de juros, o que torna mais caro contratar crédito e diminui o ritmo da atividade econômica. Ou seja, para diminuir preços, os governos “sacrificam” o crescimento da economia.

Guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia está causando a interrupção de uma série de cadeias de suprimento, como a do trigo ucraniano, por exemplo.

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Mas as sanções aplicadas contra a Rússia, como punição pela invasão do país vizinho, é que realmente pesam aqui. A Rússia é grande exportadora de itens essenciais em todo o mundo, como petróleo, gás, cereais, fertilizantes, aço, urânio e titânio.

A interrupção das exportações desses itens afeta todo o mundo. A Europa parece ser afetada especialmente, já que tem grande dependência dos hidrocarbonetos russos, principalmente do gás, que é usado para gerar energia por lá.

Covid na China

Outro fator que pode causar uma recessão no mundo é se a economia chinesa desacelerar. A economia de diversos países está ligada ao crescimento chinês, especialmente a dos emergentes, como o Brasil.

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A China ainda convive com lockdowns em grandes cidades, como reflexo da rigorosa política de “covid zero” do governo local. São esses bloqueios que podem afetar o ritmo da economia do país e, consequentemente, a do mundo.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.