Este é o percentual que sua carteira de investimentos deve ter em renda fixa com a nova alta da Selic

A taxa Selic alta provocou uma corrida dos investidores para a renda fixa, que agora proporciona rendimento melhor do que ações e outros ativos de renda variável. Com o novo aumento da taxa básica de juros anunciado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na quarta-feira (15), de 12,75% para 13,25% ao ano, esse movimento deve continuar. Mas quanto será que vale a pena ter de renda fixa na carteira?

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Segundo o sócio e co-head de produtos de investimento do BTG Pacutal, José Lucio Nascimento, o percentual mais recomendado é de 65% de renda fixa na carteira de investimentos.

“Nesse cenário atual, um portfólio balanceado tem 65% alocado em renda fixa. É super importante entender no que se está investindo e investir em classes de ativos que entregam rentabilidade nos mais diversos cenários, de acordo com a volatilidade que cada carteira está disposta a enfrentar”, comentou Nascimento, em entrevista ao E-Investidor, do Estadão.

Dos 65% em renda fixa, Nascimento acredita que o investidor deve alocar 45% em títulos pós-fixados, 15% em atrelados à inflação e 5% em pré-fixados. O executivo também apontou que tanto os títulos que pagam Imposto de Renda, como CDI e outros bancários, como os isentos, a exemplo de LCI, LCA, CRI e CRA, podem ser boas opções.

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Cenário desafiador

Nascimento acredita que a chave para o investidor resistir ao atual cenário desafiador, com intensa volatilidade no Brasil e no mundo, é a diversificação dos investimentos.

Tanto é que o executivo recomenda usar os 35% da carteira que não irão para renda fixa em títulos bem variados, sendo: 15% em retorno absoluto (multimercados, por exemplo); 10% em renda variável (fundos e ações); 5% em ativos internacionais; e 5% em ativos alternativos, como criptomoedas.

Os fatores que estão causando turbulência no mercado financeiro, com fuga de capitais da Bolsa brasileira nos últimos 6 meses, por exemplo, são vários, e tendem a permanecer pelos próximos meses. A inflação e as incertezas causadas pela guerra na Ucrânia tendem a fazer os bancos centrais elevarem as taxas de juros, puxados pela alta dos juros nos Estados Unidos.

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No Brasil, a expectativa atual é de uma inflação próxima a 9% até o final do ano, com algumas instituições prevendo um IPCA acima de 10%. Nesse cenário, a Selic tende a permanecer acima de 13%, sofrendo pelo menos mais uma alta até o fim de 2022.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.