As maquininhas de cartão vão deixar de existir? Entenda o motivo das ações estarem ‘derretendo’

Esta quinta-feira (9) foi um dia de grandes perdas para ações de empresas de maquininhas de cartão. Na Nasdaq, a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, os ativos do PagSeguro recuaram 23,80%, a US$ 4,09. Já a Stone, seu par no setor, recuou 14,89%, a US$ 10,12.

As maquininhas de cartão vão deixar de existir? Entenda o motivo das ações estarem 'derretendo'
As maquininhas de cartão vão deixar de existir? Entenda o motivo das ações estarem ‘derretendo’ (Imagem: Montagem/FDR)

De modo geral, o mercado enfrentou forque queda. Isso acontece diante das expectativas do mercado com os números de inflação nos Estados Unidos. Esses dados serão revelados nesta sexta-feira (10).

A desvalorização nas ações de empresas de maquininhas de cartão

Já as ações das empresas de maquininhas de cartão, na bolsa de valores, ainda foram pressionadas em meio à divulgação do balanço financeiro do PagSeguro — e não, necessariamente, com relação ao futuro das máquinas usadas pelas empresas da área.

Nesta quarta-feira (8), o PagSeguro divulgou os números do primeiro trimestre deste ano. Nos três primeiros meses de 2022, a companhia registrou lucro líquido de R$ 350 milhões. Isso representa um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado.

De modo geral, os analistas consideram os números como positivos. Contudo, além do dia negativo, preocupações futuras e o rali dos ativos de 40% no último mês resultaram em desvalorização das ações do PagSeguro.

Na avaliação do BTG Pactual, o balanço trimestral do PagSeguro não foi suficiente para impressionar. Os analistas informam que “no geral, os números não trouxeram grandes surpresas. De fato, é justo dizer que eles chegaram perto, ou até um pouco acima, da margem superior do guidance [divulgado em abril].

De acordo com a instituição, novamente, as despesas financeiras foram os grandes fatores negativos do balanço. Os gastos de R$ 621 milhões foram 26% acima das estimativas do banco, e superaram 54% em relação ao último trimestre do ano passado.

Conforme os analistas, parte do valor — aproximadamente R$ 294 milhões — foram decorrentes do aumento da taxa Selic. Já outros R$ 283 possuem relação com o maior volume total processado (TPV) e à elevação de cartões de crédito no mix da companhia.

O BTG alega que com a Selic provavelmente permanecendo alta por mais tempo, juntamente com todo esse capex fluindo para os resultados futuros, vemos espaço para novos rebaixamentos de lucros, limitando assim os potenciais ganhos da ação”.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.