Renomado hospital terá de pagar multa após cenas de horror em morte criança; entenda o caso

O Hospital Sírio-Libanês foi condenado pela Justiça de São Paulo pela morte de uma criança de apenas um ano de idade, que segundo a decisão, veio a óbito depois de seis horas de sofrimento intenso, em meio a “cenas de horror”, “sem a assistência médica adequada”.

A decisão da juíza Thania Cardin, condenou o hospital ao pagamento de uma indenização por danos morais de R$ 1,2 milhão, além de um pedido de desculpas público aos pais da criança.

A criança, Pedro Assis Cândido foi internado no hospital Sírio-Libanês no mês de março de 2018 para reazliar um transplante de medula óssea, após ser diagnosticado como portador de uma doença chamada DGC (doença granulomatosa crônica). Este é um distúrbio de origem genética que causa uma disfunção nos fagócitos. Pessoas com este distúrbio não conseguem combater bactérias e fungos.

Pedro recebeu uma dose de quimioterapia para que a a medula doente fosse destruída e para prepará-lo para receber a nova. Porém, segundo o processo, logo depois, ele começou a demonstrar sinais de incômodo, que se transformaram em fortes dores, com choro intenso e gritos de desespero.

Segundo os pais, eles pediram insistentemente que um médico se fizesse presente, porém, que eles apareceram horas depois, quando houve uma parada cardiorrespiratória. 

Apesar disso, os pais relataram que ele não foi transferido imediatamente para a UTI por “falta de vagas”, recebendo duas doses de morfina. Depois, Pedro sofreu outra parada cardiorrespiratória, falecendo na manhã seguinte.

“Absolutamente desnorteados, os pais, em profundo abatimento, receberam a notícia de óbito de seu filho, que poucas horas antes brincava alegremente. O hospital deixou de prestar socorro a uma criança cuja sobrevivência dependeria de uma avaliação médica e do seu encaminhamento à UTI”, alegou a defesa de T.C e S.C.

Também foram condenados os médicos hematologistas Vanderson Rocha e Alessandra Gomes. Vanderson era médico contratado pela família de Pedro e coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Sírio. Já Alessandra era a médica encarregada pelo acompanhamento da criança na noite dos acontecimentos.

A magistrada afirmou que o que aconteceu naquela noite foi uma “verdadeira cena de horror, tortura e menoscabo à dignidade e à vida do ser humano”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.