Fintechs de crédito estão passando por verdadeira ‘prova de resistência’; descubra o motivo

O momento atual de juros e inflação em alta é perfeito para que a inadimplência suba entre os consumidores e empresas e se torna uma prova de resistência para as fintechs de crédito.

As fintechs de serviços financeiros se popularizaram nos últimos anos com a premissa de oferecer empréstimos para aqueles que não possuem acesso ou ofertar taxas mais amenas para aqueles que tem mais possibilidades de pagar. No entanto, neste cenário atual, estas empresas estão tendo que se desdobrar para lidar com a possibilidade de terem mais clientes com débitos em aberto.

Diante do cenário atual, quem será que vai se sair melhor: as novas fintechs ou grandes bancos tradicionais? Na visão de especialistas, este momento deve trazer respostas e que cada fintech poderá caminhar por uma estrada diferente, a depender de fatores como capacidade de análise de crédito, capitalização e a clientela de cada uma delas.

Em março, a quantidade de brasileiros com dívidas cresceu 0,81% em comparação com fevereiro e atingiu o patamar de 65 milhões de pessoas pelo segundo mês seguido, situação que não era observada desde o início da pandemia, em março de 2020, segundo o Serasa. 

A projeção é que os números da inadimplência sigam crescendo, ao menos nos próximos seis meses, ao passo que a inflação vai corroendo a capacidade de pagamento dos brasileiros e das empresas. Paralelo a isso, os altos juros devem elevar o custo de crédito para as próprias fintechs que necessitarem de crédito. 

No Brasil, de acordo com a plataforma de inovação Distrito, existem 225 fintechs de crédito. Estas empresas respondem pela maior participação entre as startups de serviços financeiros, com 17,5% do total.

De acordo com Caio Ramalho, coordenador do Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity da Fundação Getulio Vargas (FGVNest), as fintechs de crédito são muito diversas. Em sua visão, ao passo que algumas empresas podem penar mais com o cenário atual, outras podem até sair beneficiadas.

“A inadimplência pode não ser ruim para as fintechs especializadas em analisar crédito ou em dar empréstimos para inadimplentes, por exemplo. Nesses casos, aumenta a necessidade dos serviços delas”, disse ele ao Valor Investe.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.