Criptomoedas afetam o combate à lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo; entenda

Criptomoedas afetam o combate à lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. Países precisam realizar melhorias em seus sites mas de justiça criminal, além de investir em ações conjuntas para solucionar o problema.

Com o avanço do mercado das criptomoedas, cresce também as atividades criminosas relacionadas à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, ambas facilitadas pelo setor dos criptoativos. 

Criptomoedas e o risco do aumento de atividades ilícitas

Muitos especialistas já alertaram para as preocupações relacionadas a como o mercado das criptomoedas pode ser uma tecnologia que facilita a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. As transações para pagamento de atividades ilícitas tem cada vez mais usado as plataformas criptos e com isso, o combate aos crimes se tornam ainda mais difíceis.

De acordo com a advogada e CEO da Punder Advogados, Patrícia Punder, mudar o atual cenário depende de esforços conjuntos. Dessa maneira, os países precisam examinar formas de solucionar a questão, inclusive realizando melhorias nos sistemas de justiça criminal. 

“Em linhas gerais, isso significa fortalecer uma cultura de investigações financeiras entre autoridades e priorizando casos focados em risco. Isso significa que, na prática, os países precisam olhar para as deficiências estruturais dentro e entre as agências e trabalhar em maneiras de superar obstáculos comportamentais e culturais que se colocam na forma eficaz de identificação, investigação e acusação de complexo e lavagem de dinheiro”, afirma a advogada.

Patrícia explica ainda que sem uma regulamentação global, ou seja, uma legislação única para as criptomoedas, os crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo serão cada vez mais comuns de dentro do mercado. “Sem uma legislação única sobre criptomoedas teremos cada vez mais, empresas e executivos burlando as legislações de seus países, buscando não somente lavar dinheiro para algo criminoso, mas também para evitar o pagamento de impostos. Os paraísos fiscais deixaram de ser países e passarão a ser moedas eletrônicas, que na maioria das vezes não são rastreáveis”, conta Punder.

A advogada conclui explicando que os países podem e devem começar a melhorar seus processos contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo por meio de medidas emergenciais.

 

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.