Governo corta impostos de importações de 11 produtos; confira quais são

Nesta quarta, 11, o governo federal anunciou a redução de impostos que recaem sobre 11 produtos. As novas alíquotas começam a valer hoje, 12, e seguem até o final do ano. Esta decisão foi tomada para tentar mitigar a pressão inflacionária sobre os alimentos.

A idéia é que esta redução de impostos deixe mais em conta a compra destes alimentos oriundos do exterior e que isto se reflita nos preços pagos pelos consumidores nos pontos de venda.

Herlon Alves Brandão, o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior, disse que é esperado que a medida traga um impacto de até R$700 milhões na arrecadação federal com impostos. O tamanho no montante, porém, depende do volume de importações, dos países de origem e também da taxa de câmbio.

Produtos que tiveram o imposto de importação reduzido

  • Carnes desossadas de bovino congeladas: de 10,8% para 0%
  • Pedaços e miudezas de frango congelados : de 9% para 0%
  • Farinha de trigo: de 10,8% para 0%
  • Trigo e misturas de trigo com centeio: de 9% para 0%
  • Bolachas e biscoitos: de 16,2% para 0%
  • Outros produtos de padaria, pastelaria e indústria de biscoitos: de 16,2% para 0%
  • Milho em grãos: de 7,2% para 0%
  • Ácido sulfúrico: de 3,6% para 0%
  • Mancozeb técnico (fungicida): de 12,6% para 4%
  • Fio-máquina de ferro ou aço não ligado, dentados, com nervuras, sulcos ou relevos: de 10,8% para 4%
  • Barras de ferro ou aço não ligado, a quente, dentadas, com nervuras, sulcos ou relevo: de 10,8% para 4%

Ana Paula Repezza, secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), disse que, fora os alimentos e produtos ligados à produção agrícola, como mancozeb e ácido sulfúrico, entram na lista também duas categorias de vergalhão aço (CA50 e CA60).

“Obviamente, isso terá impacto na inflação mas não tão direto, por meio dos preços da construção civil. Esse é um pleito colocados por representantes do setor e que já vinha sendo analisado tecnicamente no Ministério há 8 meses. Reduzimos de 10,8% para 4%, que é a média internacional. A intenção é gerar maior concorrência e impactar positivamente o setor de construção civil, que gera muito emprego”, disse ela à CNN.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.