NTF’s estão ‘salvando’ moradores da China em meio ao Lockdown e censura; entenda

NFT’s estão ‘salvando’ moradores da China em meio ao lockdown e censura. País vive mais uma onda de coronavírus e tenta reverter a situação.

Os moradores de Xangai tem se utilizado da tecnologia blockchain para conseguir manter memórias do isolamento social que já dura um mês em toda cidade. Com isso, vídeos, fotos e obras de arte têm sido produzidas e transformadas em NFTs, os tokens não fungíveis que garantem o compartilhamento driblando a censura do local.

Chineses retratam a vida no online

Com a proibição de irem às ruas, muitos dos 25 milhões de moradores da cidade se empenham em viver no online. Pessoas têm criado conteúdos de todos os tipos, desde desabafos sobre as medidas desconfianças de isolamento, até às dificuldades de conseguir alimentos. 

As histórias vão sendo compartilhadas e ganhando o mundo. Relatos de pacientes que não conseguem tratamento médico também são vistos. A movimentação tem provocado os censuradores do país que prometeram ampliar as medidas de controle na internet, incluindo os chats em grupo.

NFT driblam censura

Diante da censura, muitos moradores de Xangai se voltam ao uso dos NFT’s, em mercados como o OpenSea, no intuito de driblar as medidas de controle. O uso das criptomoedas atraem chineses pela tecnologia blockchain que não sofre com a censura.

Na última segunda-feira (2), mais de 780 itens exclusivos foram relacionados a um vídeo de seis minutos de título “A Voz de Abril”, o conteúdo possuía diferentes vozes gravadas durante o período pandêmico, outras centenas de tokens relacionados ao lockdown estão disponíveis para compra no OpenSea.

Blockchain na China

No dia 23 de abril, um usuário do Twitter se identificou como criador do vídeo “Vozes de Abril”, o usuário ‘imFong’ escreveu “Criei o vídeo ‘Voice of April’ em um NFT e congelei seus metadados. Este vídeo existirá para sempre no IPFS”.

Apesar da China ter proibido o comércio de criptomoedas, o blockchain é visto como uma tecnologia bastante promissora e com isso os tokens não fungíveis são cada vez mais fortes e usados por meios de comunicação e empresas de tecnologia, sendo permitidos no país.

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.