Auxílio Brasil: vulnerabilidade social pode definir as eleições de 2022; entenda

Pontos-chave
  • Auxílio Brasil pode determinar o resultado das eleições;
  • Bolsonaro lança estratégia de campanha para conquistar novo eleitorado;
  • Lula permanece em primeiro lugar nas pesquisas.

Bolsonaro busca popularidade através dos projetos sociais. Na última semana, uma pesquisa realizada pela Quaest e pela Genial Investimentos, relevou que o atual presidente teve um crescimento de 31% nas intenções de voto para 2023. O principal motivo de tal evolução seria a concessão do Auxílio Brasil. Entenda.

Auxílio Brasil: vulnerabilidade social pode definir as eleições de 2022; entenda (Imagem: FDR)
Auxílio Brasil: vulnerabilidade social pode definir as eleições de 2022; entenda (Imagem: FDR)

A agenda social de Bolsonaro está cada vez mais movimentada. O chefe de estado vem investido na ampliação de projetos como o Auxílio Brasil, buscando garantir um novo eleitorado na campanha presidencial desde fim de ano. Até o momento, 31% dos beneficiários alegam que manterão o voto nele.

A pesquisa pontuou ainda que as intenções de voto em Jair Bolsonaro (PL) avançaram três pontos no último mês e chegaram a 26%, com uma diferença de 18 pontos de Lula, que tem 44%.

É válido ressaltar que os eleitores de Bolsonaro em 2018, não fazem parte, em sua grande maioria, do grupo de beneficiários do Auxílio Brasil. Quando aprovado, o chefe de estado tinha projetos destinados à classe média alta, sendo contra a concessão do Bolsa Família.

Bolsonaro x Lula

O principal opositor de Bolsonaro, atualmente, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista é conhecido mundialmente, sendo homenageado pela ONU, pela realização das suas políticas públicas destinadas a população vulnerável.

Durante seus oito anos de gestão, Lula consolidou e ampliou uma série de projetos, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Prouni, Fies, entre outros. Ao longo de toda a sua trajetória política, defende o fim da pobreza e a redução da desigualdade social.

É válido ressaltar que Lula é nascido no nordeste do país, com uma história de vida marcada pela luta para obtenção de um emprego, fato de impacta diretamente sua liderança à frente do país.

Já Bolsonaro, passou anos de sua vida como deputado no Rio de Janeiro. É servidor militar e tem uma política marcada pelo conservadorismo e capitalismo de mercado. Desse modo, a adoção de projetos como o Auxílio Brasil, tem sido vista como uma estratégia para conquistar o eleitorado de Lula.

Critérios de concessão do Auxílio Brasil

  • Ter renda familiar per capita de até R$ 89; ou
  • Ter renda familiar per capita de até R$ 178 (no caso de famílias que tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças e/ou adolescentes até 17 anos);
  • Estar inscrito no CadÚnico;
  • Estar com dados atualizados no CadÚnico há, pelo menos, dois anos.

Regras do Auxílio Brasil

  • Crianças e adolescentes com idade escolar (entre 6 e 15 anos) devem ter, no mínimo, 85% de presença nas aulas;
  • Os jovens entre 16 e 17 anos, a frequência mínima exigida é de 75%;
  • Crianças menores de 7 anos precisam estar com as vacinas em dia e devem comparecer ao posto de saúde para realizar o monitoramento e o acompanhamento do crescimento;
  • Gestantes devem comparecer às consultas de pré-natal e participar de atividades educativas ofertadas pelo Ministério da Saúde sobre aleitamento materno e alimentação saudável;
  • Acompanhamento de saúde das mulheres que possuem 14 a 44 anos de idade.

Benefícios aprovados por Bolsonaro no Auxílio Brasil

  • Benefício Primeira Infância: pago às famílias com crianças entre zero e 36 meses incompletos;
  • Benefício Composição Familiar: pago às famílias com jovens até 21 anos;
  • Benefício de Superação da Extrema Pobreza: complemento financeiro para as famílias que recebem benefícios, mas que mesmo assim, a renda familiar per capita não supera a linha de pobreza extrema;
  • Bolsa de Iniciação Científica Junior: 12 parcelas mensais pagas a estudantes beneficiários do Auxílio Brasil com bom desempenho em competições acadêmicas e científicas;
  • Auxílio Criança Cidadã: benefício pago aos chefes de família que consigam emprego e não encontrem vagas em creches para deixar os filhos de 0 a 48 meses;
  • Auxílio Inclusão Produtiva Rural: pago por até 36 meses aos agricultores familiares inscritos no CadÚnico;
  • Auxílio Inclusão Produtiva Urbana: para beneficiários do Auxílio Brasil que comprovem que têm emprego com carteira assinada;
  • Benefício Compensatório de Transição: pago aos atuais beneficiários do Bolsa Família que perderem parte do valor recebido por conta das mudanças trazidas pelo novo programa;
  • Auxílio Esporte Escolar: destinado a estudantes entre 12 e 17 anos que sejam membros de famílias beneficiárias e que se destacarem nos Jogos Escolares Brasileiros.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.