Bolsa de Valores: Ações da Tenda (TEND3) tem um dos piores pregões da história; saiba mais

Na última sexta, 11, as ações da Tenda despencaram após a divulgação dos resultados negativos obtidos no quarto trimestre do ano passado pela construtora. Às 15h (horário de Brasília), os papéis caíram 26,8% sendo negociados a R$8,96.

A construtora teve um prejuízo líquido de R$269 milhões no período, resultado bem inferior ao aguardado pelos analistas. O resultado ainda se junta ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que ficou acima do projetado e sinaliza alta nos juros, se refletindo de forma direta na venda de imóveis. 

O resultado foi tão ruim que outras empresas do ramo acabaram prejudicadas, como a MRV , que teve queda de 10,71% (às 15h), a R$ 10,58. Também registrava queda de 4,57% a EzTec, cotada a R$ 16,30. A MRV por sua vez, só divulgará os resultados do 4T21 no próximo dia 16.

No início da tarde da última sexta, também sentindo os reflexos do IPCA, o Ibovespa encolhia 0,33%. O IPCA cresceu 1,01% em fevereiro em comparação com janeiro, ficando acima da projeção de alta de 0,95% em pesquisa da Reuters. Este foi o patamar mais alto do índice desde 2015.

O resultado acontece após o aumento aplicado pela Petrobras nos preços da gasolina e do diesel, e na semana anterior à decisão de política monetária do Banco Central. Através de um relatório publicado na sexta, o JPMorgan afirmou que projeta o aumento de 1 ponto percentual nos juros, em linha com a expectativa majoritária precificada no mercado.

Motivos da queda 

Para o Money Times, o analista da Genial, Luis Assis, disse que o resultado obtido é muito negativo e podem existir quatro motivos que o explicam:

  • Um aumento nos custos de R$ 350 milhões
  • Crescimento nos gastos de vendas, ligado muito provavelmente à tentativa de manter a venda sobre oferta mesmo com preços altos
  • Incremento dos gastos gerais e administrativos, ligado especialmente à expansão da marca Alea
  • Queda no resultado financeiro atrelado ao aumento das despesas financeiras por conta da uma taxa Selic mais alta no trimestre.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.