Elite russa também sofre sanções dos EUA; entenda estratégia de Biden

Desde que o conflito entre Rússia e Ucrânia se acirrou nos últimos dias, os Estados Unidos e outros países têm imposto sanções ao gigante eurasiático, que atualmente desenvolve uma operação militar no território ucraniano. As últimas medidas anunciadas pelo presidente americano, Joe Biden, são as mais duras até aqui e podem infligir perdas significativas para a economia russa.

Mais quatro bancos russos foram sancionados, incluindo o VTB, segundo maior do país. Anteriormente, outras duas instituições financeiras já haviam sido sancionadas. O pacote atual também inclui uma lista de sete bilionários russos.

Metade das exportações americanas de alta tecnologia para a Rússia também será bloqueada, o que deve impactar, por exemplo, a potente indústria militar russa. Além disso, empresas estatais russas serão impedidas de fazer negócios em solo americano.

Esse pacote visa causar grandes danos à economia da Rússia, especialmente para sua elite econômica. Mas ele ainda não deve ser capaz de afetar imediatamente o rumo do conflito. Sanções mais pesadas, contra Vladimir Putin, por exemplo, ainda estão sendo evitadas.

Além disso, uma participação direta no conflito, com envio de tropas para Ucrânia, já foi descartada, tanto pela Casa Branca, como pela OTAN. A aliança militar atlântica deve reforçar suas forças de defesa e colocá-las sobre prontidão, como forma de prevenir uma eventual expansão da guerra para fora da Ucrânia.

Os EUA pediram a seus aliados que também apliquem sanções semelhantes contra a Rússia. Ontem, por exemplo, foi a vez de o Japão anunciar o seu pacote, que inclui proibição de emissão de títulos para a dívida pública russa e congelamento de ativos de alguns cidadãos russos.

Impacto das sanções

Segundo analistas, o impacto das sanções contra a Rússia tende a ser sentido apenas no médio ou longo prazo. Alguns fatores contribuem para minimizar esse impacto, como a adaptação que a economia russa desenvolveu a sanções anteriores. Desde 2014 o país é sancionado pelos EUA, devido à anexação da Crimeia, península que antes pertencia à Ucrânia.

A operação militar russa tem se mostrado bastante eficiente nos seus objetivos. A força aérea e a defesa anti-aérea da Ucrânia foram severamente impactadas, o que torna o país vulnerável para os bombardeios russos. A capital, Kiev, está sob cerco de tropas russas, com explosões constantes e infiltrações por terra.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensk, que passou o dia de ontem clamando por ajuda ocidental, parece já aceitar uma negociação com os russos que inclua a neutralidade da Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, inclusive, já anunciou que Putin pretende se reunir com Zelensk em Minsk, capital de Belarus.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.