ETF’s chamam atenção de investidores do mundo todo; saiba como investir

2021 foi um ano marcante para os ETF’s, no Brasil conhecidos como fundos de índices. Apenas nos Estados Unidos, os investimentos nesses produtos atingiram o recorde de US$933,5 bilhões, um crescimento de 85% em comparação com 2020, de acordo com dados da BlackRock. Os fluxos globais também bateram recordes.

Existe três fatores principais que explicam o crescimento deste segmento. O primeiro deles é o bom desempenho dos ETFs em 2020, ano que marcou o início da pandemia do coronavírus. Neste cenário, a volatilidade dos mercados bateu patamares inéditos desde 2008. Diversos investidores voltaram os olhares para os ETFs para alocação de capital e redução de riscos.

Os ETFs de renda fixa também tiveram uma grande procura, se mostrando mais líquidos e com uma vantagem determinante para gestores “ativos” em busca de maiores retornos. Ao serem testados em cenário turbulento, os ETFs passaram na prova.

Eles são fundos “passivos”, uma vez que a meta  é replicar um índice de referência, que pode ser de ações, commodities e renda fixa, dentre outros. São “ativos” os fundos que procuram superar índices de referência.

O segundo “driver” de crescimento é o medo crescente com a sustentabilidade e a popularização de investimentos na área. O crescimento do mercado acontece com o uso de ETFs.

Os investimentos em sustentabilidade até pouco tempo atrás, requisitavam adesão a fundos caros ou a montagem de carteiras customizadas. Mas, os ETFs centrados em ESG mudaram essa cenário. O aumento acelerado na divulgação de informações a respeito do tema pelas empresas permite a multiplicação de índices cada vez mais sustentáveis.

Por fim, o terceiro motivo é o crescimento do uso de ETFs em gestão de patrimônio, atividade que está passando por mudanças em seu modelo de negócios. O uso de plataformas digitais de investimentos cresceu de forma vertiginosa durante a pandemia. Os ETFs são produtos de custo baixo e convenientes para serviços online.

Estas facilidades deixaram os ETFS mais populares entre os novos investidores e o público jovem. Conforme dados do 2º Relatório Anual de Progresso dos Investidores em iShares da BlackRock, usuários destes perfis afirmaram se sentir seguros e capacitados pelas plataformas digitais e a conveniência dos ETFs.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.