Fintechs estão contribuindo com o crescimento da inclusão financeira no Brasil

As famosas fintechs estão contribuindo com o crescimento da inclusão Financeira no Brasil. Apesar do caminho ainda ser longo, as expectativas são promissoras.

O momento é de transformação para o sistema financeiro brasileiro e a mudança vai além do viés tecnológico, hoje a população do país está muito mais racional com relação a suas finanças do que estava há anos atrás. 

As fintechs são instituições financeiras que têm acompanhado tais mudanças e oferecem serviços que trazem os benefícios esperados pelo cliente.

A lógica das fintechs e a inclusão financeira

Em recente estudo realizado pela Zetta, associação que representa empresas atuantes no setor financeiro e de pagamentos, foi mostrado como as fintechs têm facilitado o acesso ao crédito e a inclusão financeira nos últimos anos.

Segundo o relatório de economia bancária do Banco Central (BC), o concentrado dos cinco maiores participantes nos ativos totais passaram de 69% em 2014, para um total de 67% em 2020. Enquanto simultaneamente o número de fintechs cresceu, indo de 435 para 1.016. Ao fim de 2021, o número de fintechs já era de 1.264.

Em dez anos, de 2008 a 2018, o acesso ao cartão de crédito passou de 43% das famílias para 51%. Um crescimento diretamente ligado às facilidades das instituições, bem como a isenção de taxas oferecidas pelas fintechs.

“A mensagem que traz é que os brasileiros estão deixando de pagar anuidade no cartão de crédito. As fintechs foram pioneiras na isenção dessa anuidade, então esse movimento foi sim puxado pelas fintechs”, afirma Rafaela Nogueira, economista-chefe da Zetta.

Mercado se torna mais competitivo

Todas as tendências de mercado trazidas pelas fintechs trouxeram também uma movimentação que permite que hoje vejamos bancos tradicionais aderindo o cartão de crédito sem anuidade para competir com as fintechs.

Do lado dos chamados “bancões”, os banco mais tradicionais, está a Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, que cobra posicionamento do Banco Central quanto ao mercado que está sendo moldado pelas fintechs.

O fato é que as fintechs deram o primeiro passo rumo à inclusão financeira, o que não significa que estamos perto de atingir esse objetivo. Atrelado a facilidade de se inserir, deve está a facilidade de se manter ativo tendo noções mínimas de educação financeira.

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.