Como as criptomoedas são roubadas? Entenda porque cibercrimes estão mais comuns

Os cibercrimes estão cada vez mais comuns com os roubos de criptomoedas. Entenda como acontece para se proteger.

Na última semana, nos Estados Unidos, foi anunciada uma apreensão recorde de Bitcoins. Foram US$ 3,6 bilhões apreendidos, mostrando a fragilidade dos ativos digitais. O que chama a atenção é a capacidade de realizar o desvio e controle mesmo diante da tecnologia “blockchain” que promete ser infalsificavel.

Como é possível que criptomoedas sejam roubadas?

O caso tinha como alvo a plataforma de câmbio de criptomoedas Bitfinex. Sites como este abrigam reservas de moedas digitais, o que pode ser convidativo para os criminosos.

Segundo o diretor de análise e pesquisa da Coinhouse, Manuel Valente, uma plataforma semelhante a Bitfinex, “Pode ser que pessoas mal intencionadas consigam entrar em seus servidores para roubar o dinheiro”.

Algumas plataformas  se tornam vulneráveis por armazenarem em seus servidores chaves de acesso às carteiras digitais dos clientes. Ao entrar no servidor é possível roubar as senhas e transferir os Bitcoins.

É possível hackear a blockchain?

Apesar de ser uma técnica complicada e cara, é possível hackear a blockchain. O grande registro público contém detalhes de toda e qualquer transação, como uma cadeia de blocos, sempre interligados. 

Na teoria, é impossível modificar uma linha sem que todas as cadeiras mudem. Entretanto, os usuários que são mineradores e possuem a missão de checar as transações podem assumir o controle da metade da rede em uma blockchain e apagar as transações como se nunca tivessem existido os pagamentos para que sejam cobrados novamente.

Criptomoedas, uma isca convidativa

As criptomoedas são hoje utilizadas como isca, essa forma de pagamento é preferencial entre os ataques cibernéticos. 

Outras formas de golpes dados com as criptomoedas são os esquemas de pirâmides e as promessas de que quem investir ficará rico rapidamente.

Apesar disso, as plataformas tentam reforçar a segurança, muitas constroem tipo de “bunkers” para fortalecer a segurança dos cofres digitais. 

Apenas os Bitcoins roubados são movimentados e assim se descobre. No recente caso que ocorreu nos Estados Unidos,  os US$ 3,6 bilhões em Bitcoins recuperados pelos investigadores estiveram em uma carteira digital por quase sete anos.

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.