Lojas Americanas vão retirar suas ações da bolsa de valores; confira como ficam os investidores

Em comunicado da Lojas Americanas (LAME3.LAME4), publicado nesta terça-feira (18) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa deixará de negociar suas ações na Bolsa de Valores. O período para exercer a retirada dos papéis terminou no dia 13 de janeiro.

Nesta sexta-feira (21), será finalizado o processo de reorganização societária da Lojas Americanas. Os papéis ordinários e preferenciais não serão mais negociados.

Sendo assim, a partir da próxima segunda-feira (24), somente as ações da Americanas S.A. (AMER3) seguirão em negociação na Bolsa.

Como ficam os investidores que possuem ações da Lojas Americanas

Quem possui as ações LAME3 e LAME4 terão um recebimento em troca. A reorganização unificará as bases acionárias. Desse modo, caso o investidor tenha um destes papéis na carteira, receberá as ações AMER3 em troca, ou um reembolso em dinheiro.

A compensação financeira não pode mais ser escolhida. Isso porque o direito de retirada precisava ser feito até o dia 13 de janeiro. No total, os acionistas, que possuem 2,9 milhões de ações LAME3, decidiram por essa opção. Estes receberão R$ 5,49 por papel.

A empresa alega que esse valor está acima do reembolso fixado nos termos do Art. 45 da Lei nº 6.404/76, calculado, tendo como base o balanço patrimonial de Lojas Americanas levantado em 30 de junho de 2021, que equivalia a R$ 3,47 por ação.

Já no caso de quem não se manifestou até o prazo estabelecido, participará da relação de troca. Cada papel ordinário ou preferencial da Lojas Americanas será convertido em 0,188964 ação da Americanas S.A. Esta companhia emitirá as novas ações para distribuir aos acionistas em questão.

A companhia informa que serão canceladas 335,8 milhões ações ordinárias de Lojas Americanas, que não serão mais negociadas na próxima semana.

Consequentemente, serão emitidas 333,8 milhões de novas ações ordinárias de Americanas S.A. O crédito, em favor dos acionistas de Lojas Americanas, será feito no dia 26 de janeiro de 2022.

Nos últimos meses, diante de um cenário macroeconômico desfavorável, o setor de varejo passou por dificuldades. No ano passado, o país registrou uma inflação persistente — além de uma alta nos juros.

O cenário afetou o poder de compra dos consumidores, de modo a prejudicar o desempenho dessas companhias. Em meio a isso, foi observada uma desvalorização das ações de varejistas na B3.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.