O PIX vai mudar? Instituição envia proposta para mudanças no sistema de pagamentos

A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), remeteu ao Banco Central ideias para aumentar a segurança na utilização do PIX, solução de pagamentos criada pelo BC. Com o crescimento no número de fraudes e crimes ligados com a ferramenta, a autoridade monetária já colocou em prática novas regras, como limitação a R$ 1 mil para transferências no período da noite, porém isto ainda é considerado pouco.

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“Os criminosos utilizam contas laranja e/ou contas de aluguel/passagem para cometer atos ilícitos e direcionar rapidamente os recursos extraídos, de forma que não seja possível o rastreamento dos valores”, afirmou a FecomercioSP, através de nota.

Neste caminho, uma das ideias é a de limitar as transferências imediatas para contas que tenham menos de três meses de criação, levando em consideração que grande parte delas são criadas apenas com o intuito de aplicar golpes.

Também foi sugerido pela FecomercioSP a combinação desta idéia com novas medidas para identificar os recebedores de valores. A proposta é que, nas três primeiras transações, o usuário tenha que realizar uma dupla checagem, em que deva confirmar, por exemplo, seus dados via celular, e-mail ou código de segurança, permitindo que as informações fossem rastreadas.

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É proposto ainda que os critérios para a abertura de contas digitais sejam aumentados, com a confirmação da autenticidade da documentação enviada através de reconhecimento facial, biometria ou código PIN.

Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, admite que estas medidas de segurança não vai garantir uma proteção total, no entanto, tendem a dificultar os crimes e/ou ajudar na identificação de transações suspeitas, como, por exemplo, quando uma conta não recebe movimentação por muito tempo e, na sequência, começa a receber várias transferências via PIX.

Ele ressalta que estas medidas propostas são apenas sugestões para o Banco Central, que possui informações mais detalhadas sobre fraudes e crimes envolvendo o PIX , e, desta forma, pode ter sugestões melhores para aumentar a segurança da ferramenta.

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“O Pix é uma excelente ferramenta. É bom para consumidor e para empresário. Mas as operações entre pessoas físicas têm gerado insegurança. Então estamos propondo criar mais critérios de segurança. Naturalmente, tem um custo de transação para o cliente, que pode ter que ficar esperando mais para receber um Pix ou ter que ir a um caixa fazer a biometria, mas a solução tem que ser simples, maximizar o benefício e minimizar o risco”, explicou.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.