Oportunidade: título do Tesouro Direito volta a ter taxas próximas de recorde histórico

Nesta quinta, 6, após uma manhã em que as taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto tiveram um período intenso, no período da tarde, o mercado teve um ligeiro avanço, quando comparado com a sessão anterior. 

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Os investidores repercutiram os números da produção industrial do Brasil. Novamente, os dados deixaram os analistas frustrados, ao revelarem que a indústria encolheu 0,2% em novembro, em comparação com outubro.

Segundo os especialistas, este resultado veio para reafirmar que no quarto trimestre a atividade econômica não deve avançar. O mercado ainda acompanha a divulgacão do IGP-DI (Índice Geral de Preços), que teve resultado mais fraco que o projetado pelos agentes financeiros.

Perante uma situação mais complicada em termos de atividade no Brasil, os efeitos causados no mercado pelo tom mais hawkish (propenso ao aperto monetário) utilizado  pelo Federal Reserve, banco central americano (o Fed), na ata divulgada na quarta, 5, ficou um pouco de lado no período da tarde.

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Às 15,20, dentro do Tesouro Direto, os juros ofertados pelo Tesouro Prefixado 2024 eram de 11,49%, contra 11,65% ao ano, no início das negociações. Na quarta, 5, a taxa ofertada era de 11,47%. Desta forma, o percentual pago por esse título bateu o maior patamar constatado desde 3 de dezembro do ano passado.

Ao mesmo tempo, o papel prefixado com vencimento em 2031 e pagamento de juros semestrais ofertava um retorno de 11,26% ao ano, patamar menor que os 11,43% ao ano registrado no começo da manhã. Porém, os percentuais, permanecem acima dos 11,27% registrados na quarta.

A diferença entre o papel de prazo mais curto (2024) e o de prazo mais longo (2031) voltou a crescer de forma mais vertiginosa nos últimos dias. 

Na atualização das 15h20, a diferença entre os retornos dos dois era de 23 pontos-base, ou 0,23 ponto percentual. Como forma de comparação, na última segunda, 3, esse valor chegou a ser de 6 pontos-base (0,06 ponto percentual).

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No começo dos negócios de ontem, a taxa ofertada pelo Tesouro IPCA + 2055 quase se aproximou do patamar recorde oferecido por esse título que é de 5,68% e que foi batido  no dia 29 de outubro do ano passado. Esse papel começou a ser negociado em fevereiro de 2020.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.