Retomada: maioria dos resgates de programas de fidelidade voltam a ser de passagens aéreas

O fim de ano está voltando a ter fluxo intenso nos aeroportos do Brasil. Segundo uma projeção do Ministério do Turismo, cerca de 6,7 milhões de pessoas já começaram a viajar na semana do Natal e seguirão embarcando até o fim desta semana. A quantidade de passageiros é 55% superior ao registrado no ano passado. Com isso, programas de fidelidade ganham novamente destaque.

Para dar conta do desejo de viajar neste ano, vontade impulsionada pelo período de isolamento social decorrente da pandemia, os brasileiros tiveram que lidar com preços das passagens aéreas que registraram o valor mais elevado no terceiro trimestre deste 2013, alta de 45,3% em comparação com o 2020, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

A queda de 50% na quantidade de voos regulares no ano passado, ainda não está totalmente revertida. No entanto, 70,7% dos resgates em programas de pontuação ou milhas realizados no terceiro trimestre se tornaram passagens aéreas, segundo o último levantamento da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF).

“Esse movimento é impulsionado por uma gradativa flexibilização da economia e, consequentemente, do retorno das atividades no setor de Turismo, que sempre despertou o interesse dos participantes de programas de fidelidade”, disse o presidente da ABEMF, João Pedro Paro Neto.

Este movimento foi de extrema importância para o mercado de fidelização no geral retomando aos patamares de antes da pandemia.

Resgate de pontos

A quantidade de pontos/milhas acumulados pelos brasileiros bateu a marca de 89,4 bilhões no trimestre, um aumento de 61,9% na comparação com o mesmo período de 2020 Na comparação com os meses de julho a setembro de 2019, a quantidade de pontos mostra um aumento de 20,7%.

Os pontos foram oriundos praticamente das mesmas fontes de trimestres anteriores. Do total, 96,4%, foram acumulados, por exemplo, em compras no varejo, sendo em lojas locais como supermercados, rede de lojas de construção civil e uso de cartões das bandeiras parceiras. Já outros 3,6% foram oriundos de bonificações de voos anteriores realizados.

“O que percebemos no trimestre retratado pela pesquisa foi um maior interesse por viagens nacionais, em especial, para cidades no Sudeste, Nordeste e Sul do país. Os feriados prolongados e o avanço na vacinação estimularam as viagens internas e registramos um crescimento de 11% nas emissões de voos nacionais”, disse Carla Fonseca, presidente da Smiles, programa de fidelidade da Gol. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.