Síndrome de Burnout: Como doença pode mudar relação da empresa com o funcionário?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai classificar no próximo ano a Síndrome de Burnout como uma doença decorrente do trabalho. E assim, ela será tratada de forma diferente em ações trabalhistas.

Até o momento a síndrome de Burnout é considerado um problema na saúde mental e um quadro psiquiátrico. Porém, em janeiro, ela será considerado “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. 

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome é um distúrbio emocional, que foi desencadeado por conta de uma rotina de trabalho desgastante, conhecida como síndrome do esgotamento profissional. 

Dentre os sintomas, estão a exaustão, dores de cabeça frequentes, alterações no apetite, problemas gastrointestinais, dificuldades para dormir e para se concentrar, além de sentimentos de fracasso e incompetência.

Essa doença acontece por conta de um ambiente de trabalho hostil e opressor que ultrapassa as condições psicológicas que uma pessoa possa suportar. 

Normalmente, a doença acomete os trabalhadores que sofrem muitas cobranças como prazos, aumento na carga horário ou do volume de trabalho, ambiente ruim no escritório com seus colegas e superiores pode desencadear a síndrome.

Relação com a empresa

Antes, o esgotamento e o estresse já eram fatores que geravam preocupação  na gestão de pessoas pela falta de engajamento, menor produtividade ou a perda de profissionais, agora ela está mais presente no fator de risco jurídico e financeiro.

As empresas devem se posicionar de forma proativa nessas questões de saúde integral para prevenir os riscos e ficar atento aos colaboradores.

A empresa deve ter conscientização e a inclusão de palestras sobre saúde mental são algumas medidas que o RH pode sugerir. Além disso, criar as políticas de boa convivência entre os funcionários em todos os níveis de hierarquia.

Direitos do trabalhador 

Os trabalhadores que precisam de um afastamento superior a 15 dias é devido o auxílio-doença acidentário. Caso o empregado seja afastado por acidente ou doença relativa ao trabalho. 

Para que a síndrome de burnout seja considerada suficiente para conceder ao segurado a aposentadoria por invalidez é preciso que esse trabalhador tenha um laudo médico que comprove sua situação de saúde. 

Além disso, os danos causados devem ser decorrentes da doença e irreversíveis, impossibilitando-o de retorno ao seu trabalho.

Por ser uma doença ocupacional, na Síndrome de Burnout não é exigida carência para ter direito ao benefício.

Gostou do conteúdo? Siga @fdrnoticias no Instagram e FDR.com.br no Facebook para ver as últimas notícias que impactam diretamente no seu bolso e nos seus direitos.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.