Ata do Fomc: Como os Estados Unidos se preparam para encarecer a inflação?

O ritmo de alta da inflação anda preocupando os integrantes do Federal Reserve que demonstram estarem a postos para aumentar os juros se os preços permanecerem subindo. Isto foi o que revelou a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), divulgada ontem, 24.

“Vários participantes observaram que o Comitê deve estar preparado para ajustar o ritmo de compras de ativos e aumentar o intervalo da meta para a taxa de fundos federais mais cedo do que os participantes anteciparam, caso a inflação continuasse a correr acima dos níveis consistentes com os objetivos do Comitê”, dizia o documento.

No último mês, os preços ao consumidor nos Estados Unidos cresceram ao ritmo anual mais acelerado em 31 anos, o que testou a atual suspeita do Fed de que o pico inflacionário incentivado pela pandemia do coronavírus seria passageiro.

Desde a reunião do Fed realizada este mês, os dados econômicos revelaram uma nova aceleração na geração de empregos e um crescimento nas vendas em lojas de varejo dos EUA.

No documento revelado nesta quarta, diversos participantes declararam que a inflação alta pode durar mais tempo e ressaltaram que o aumento nos preços virou algo generalizado. Eles avaliam que neste momento os riscos para as projeções econômicas persistem, mesmo com os ganhos recentes.

Na ata, foi destacado pela autoridade monetária, uma abordagem “paciente” em relação aos últimos dados, porém, também foi dito que “não vão hesitar em tomar as medidas necessárias para lidar com as pressões inflacionárias que representam riscos para a estabilidade de preços e para os objetivos empregatícios no longo prazo”.

No início do mês, foi anunciado pelo Federal Reserve o aguardado cronograma para o tapering, processo de retirada de estímulos à economia dos EUA.

No lançamento, a autoridade monetária disse que o movimento teria início no fim de novembro, com uma diminuição de US$ 15 bilhões no programa de compra de papéis,  sendo US$ 10 bilhões em Treasuries e US$ 5 bilhões em bônus ligados a hipotecas. Segundo o Federal Reserve, a redução das compras começaria em novembro, sendo acelerada em dezembro.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.