Cotação: Dólar sobe pelo quarto dia seguido e chega a R$ 5,57

Nesta quinta, 18, o dólar fechou o dia em alta de 0,83%, sendo vendido a R$5,57, ao passo que o mercado analisa de forma negativa as perspectivas fiscais para o Brasil no ano que vem. Este é quarto dia consecutivo que a moeda americana registra aumento frente ao Real. No dia anterior, a valorização da moeda foi de 0,45%.

Cotação: Dólar sobe pelo quarto dia seguido e chega a R$ 5,57
Cotação: Dólar sobe pelo quarto dia seguido e chega a R$ 5,57 (Imagem FDR)

Já o Ibovespa, fechou novamente em queda de 0,51%, resultado que levou o principal índice da Bolsa de Valores, o Ibovespa, aos 102.426 pontos, o menor desde o dia 6 de novembro do ano passado, quando o resultado foi de 100.925,11.

Apesar destes resultados recentes, o dólar ainda registra perdas de 1,35% frente ao real neste mês, ao passo que o Ibovespa acumula uma queda de 1,04%. Considerando o ano, a moeda americana tem valorização de 7,35% e o indicador, baixa de 13,94%.

PEC dos Precatórios 

As incertezas quanto a PEC dos Precatórios, uma forma do governo pagar o auxílio de R$400 para as famílias mais pobres no ano que vem, geram temor no mercado. A aprovação desta emenda no Senado irá causar um descompasso nas contas públicas e ela é encarada como prejudicial para a credibilidade fiscal do país por alterar as regras do teto de gastos.

Agora, porém, o investidores esperam que Brasília tome logo uma decisão sobre o assunto, para evitar incertezas. Há o medo de que surja, sem a aprovação imediata, um “plano b” para custear o programa social. Ao mesmo tempo um texto alternativo apresentado por três senadores, não agradou o mercado.

“Isso indicaria que o país não tem liquidez para honrar suas obrigações”, disse Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba a Reuters.

Precatórios

Os precatórios são pagamentos que a Justiça ordena que o Poder Público, ou seja, União, estados ou municípios, faça.

Quando alguém ingressa na Justiça contra o governo federal, estadual ou municipal por alguma razão, essa ação vai sendo julgada até chegar à última instância, em um processo que pode demorar anos.

Quando o governo perde a ação e não pode mais recorrer, as ações tornam-se transitadas em julgado. Desta forma, o montante que a Justiça ordena que o governo pague se torna um precatório.

Os gestores públicos devem prever dinheiro no Orçamento todo ano para pagar essas dívidas.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.