O que são fundos imobiliários? Saiba se vale a pena e como investir

Investir em imóveis sem a burocracia decorrente da compra de um parece um sonho? Pois não é. Especialistas dizem que investir em fundos imobiliários é mais vantajoso que adquirir um imóvel. Entenda.

Rodrigo Cardoso, CEO e sócio fundador do Clube FII e João Vitor Freitas, analista de investimentos da Toro Investimentos, disseram em um evento organizado pelo UOL que este tipo de investimento é o pontapé inicial para a renda variável. 

Os especialistas explicaram durante o evento as vantagens e desvantagens deste tipo de investimento, falaram ainda sobre os riscos e deram dicas importantes para quem está planejando investir. Confira.

Pontapé inicial na renda variável 

“O fundo imobiliário é a modalidade mais conservadora dentro da renda variável. Você consegue ter um grau de previsibilidade muito alto e a volatilidade, comparado ao mercado de ações, é de apenas um terço”, disse Cardoso, do Clube FII.

João explicou que, quando o investidor “aposta” nos fundos imobiliários, ele vira dono de um pedacinho de diversos imóveis.

“Acho que está muito arraigado na cultura do brasileiro essa questão de investir em imóvel. Tem aquela expressão: ‘quem compra terra, não erra’. Então, o investidor consegue enxergar uma tangibilidade muito grande do seu investimento, o que facilita”, disse Freitas.

Como funcionam os fundos imobiliários?

Cardoso explica que a compra de fundos imobiliários é muito parecida com a compra de papéis de empresas.

“Para quem está acostumado a investir em ações, sabe que é possível abrir uma conta em uma corretora em pouco tempo. Para comprar o ativo dessa ação, é necessário ir no home broker, digitar o código dessa ação, dar o comando de compra, e você passa a ser dono do pedaço de uma empresa. No caso do fundo imobiliário, é exatamente da mesma forma”, disse ele.

Como o investidor recebe?

João diz que o funcionamento é mais ou menos similar ao de quem tem um imóvel: quando o investidor compra uma cota de um fundo imobiliário, ele começa a ter direito sobre uma parcela daquele ativo e, sendo assim, pode receber uma parte do aluguel proporcional à sua participação naquele fundo. 

“Todo mês vai pingar o aluguel daquele fundo na sua conta e é possível vender aquela cota com lucro”, diz Cardoso.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.