Crescem críticas a tentativa de vincular reforma do IR ao Auxílio Brasil

Senado passa a criticar decisão do governo para implementação do Auxílio Brasil. Nessa semana, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente da casa se pronunciou sobre a proposta de reformar o imposto de renda nacional. A medida tinha sido apresentada pela equipe econômica como alternativa para custear o novo Bolsa Família.

Crescem críticas a tentativa de vincular reforma do IR ao Auxílio Brasil (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Crescem críticas a tentativa de vincular reforma do IR ao Auxílio Brasil (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A implementação do Auxílio Brasil está cada vez mais difícil. Nessa semana, até mesmo os aliados de Bolsonaro, como o senador Rodrigo Pacheco, passou a criticar a proposta de reformar o imposto de renda para levantar recursos destinado ao novo projeto. De acordo com ele, um novo modelo de tributação não deveria ser a condição única da pauta social.

“Não podemos colocar no colo do Congresso Nacional essa responsabilidade de aprovar um projeto estruturante como condição para algum programa social, que é o que tem mais apelo social, mais apelo eleitoral, inclusive“, disse Pacheco durante evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quais são os entraves do Auxílio Brasil?

De modo geral, o governo federal não vem conseguindo encontrar alternativa para custear o novo Bolsa Família sem violar o teto de gastos imposto pelo Congresso.

Há semanas, o ministro Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro, passaram a pressionar e culpabilizar os parlamentares pela possível não implementação da proposta.

Inicialmente a primeira mensalidade do abono seria concedida já em novembro, com o fim do auxílio emergencial. No entanto, sem valor suficiente no cofre da União não há uma nova previsão para a concessão.

Com isso, Bolsonaro passou a afirmar que pode manter o auxílio emergencial. Nesta semana, Guedes alegou também que não descarta a possibilidade de estender o atual projeto para beneficiar os brasileiros mais vulneráveis.

Reforma tributária

Para o presidente do Senado, a reforma tributária deve ser avaliada com cautela, não de forma rápida e despreparada para que o novo projeto seja criado. Ele afirma que já divergência entre setores empresariais e resistência de municípios, tornando assim o processo de adoção ainda mais delicado.

Isso tudo dificulta a discussão, mas não podemos deixar de ter propósito“, afirmou Pacheco.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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