Como empresa Evergrande, de potência chinesa, reflete na Bolsa de Valores?

Diante do possível calote da incorporadora imobiliária chinesa, a Evergrande, as bolsas de valores em todo o mundo reagiram negativamente. A empresa possui uma dívida acima de US$ 300 bilhões, o maior débito de ativos do mundo. Entenda como a Evergrande impacta o mercado financeiro.

Como empresa Evergrande, de potência chinesa, reflete na Bolsa de Valores?
Como empresa Evergrande, de potência chinesa, reflete na Bolsa de Valores? (Imagem: Alex Plavevski/EPA)

Após a Bloomberg noticiar que a Evergrande corre o risco de não pagar uma parte da dívida que vence nesta quinta-feira (23), as ações da empresa apresentaram queda considerável. Nesta segunda-feira (20), a redução chegou a ser de 19%.

Segundo o Globo, há o medo de que um colapso na empresa afete o setor financeiro da China — e, também, a indústria da construção civil nacional. Com isso, poderia resultar em um “efeito cascata” em todo o mercado financeiro e de crédito global.

Por conta disso, as bolsas de diversos países, como o Brasil, apresentaram queda recente.

Possível calote da Evergrande causa risco sistêmico na Bolsa de Valores

Em entrevista à CNN, o economista Miguel Daoud afirmou que o temor provocado pelas especulações causa um risco sistêmico na bolsa de valores.

Daoud ressalta que o mercado financeiro não passou por mudanças nos últimos dias. Para ele, o que mudou foi a expectativa dos agentes sobre um possível calote da Evergrande. Esse risco resulta em um cenário que o mercado tenta prever.

O especialista alega que a preocupação de calote promove um risco sistêmico, “e isso pode provocar um ajuste na nossa bolsa, mesmo sem saber ao certo se irá acontecer ou não”.

Ela ainda informou que o medo a respeito do que pode ocorrer na bolsa, muitas vezes, provoca um “efeito manada” — mesmo que isso não seja bom aos investidores.

O especialista argumenta que a China possui a segunda maior economia global, e o mercado financeiro tem interligação total. Ele explica que há investidores e grandes fundos que detém parte dessas dívidas.

De acordo com a Reuters, o calote da Evergrande provocou temores de uma crise imobiliária chinesa, que pode causar consequências de larga escala para a economia mundial — de forma similar à crise de 2008 causada pela bolha imobiliária dos Estados Unidos.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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