Prefeitura do Rio lança auxílio para transporte público dedicado a mulheres

Prefeitura do Rio de Janeiro lança política pública em combate a violência contra mulher. Nessa terça-feira (31), a gestão municipal lançou o Move-Mulher. Trata-se de um cartão de passagem que tem como objetivo ajudar as vítimas a chegarem nos centros de apoio. A previsão é de que centenas de cariocas sejam contempladas.

Prefeitura do Rio lança auxílio para transporte público dedicado a mulheres (Imagem: ANDRE MELO ANDRADE/ESTADÃO)
Prefeitura do Rio lança auxílio para transporte público dedicado a mulheres (Imagem: ANDRE MELO ANDRADE/ESTADÃO)

Durante esse mês o país celebra a campanha Agosto Lilás, que tem como finalidade promover ações de conscientização da violência contra mulher.

Atentos a pauta, a prefeitura do Rio de Janeiro passará a pagar R$ 24,30 para as vítimas de violência domestica através do Move-Mulher. O programa funcionará em parceria com a Secretaria Especial da Políticas e Promoção da Mulher.

Detalhes do cartão de transporte

O benefício será destinado exclusivamente para as mulheres que vivem no Rio de Janeiro e fazem parte de famílias com renda de até meio salário mínimo. É preciso ter mais de 18 anos ou ser mãe adolescente.

“Muitas mulheres não conseguem romper o ciclo da violência justamente por não conseguir chegar ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher, à casa da Mulher Tia Doca, em Madureira, e a Casa da Mulher Dinah Coutinho, em Realengo — principalmente as que vivem nos extremos das zonas Oeste e Norte”, explicou a secretária especial de Política e Promoção da Mulher, Joyce Trindade.

O prefeito da cidade, Eduardo Paes, explicou que o projeto acontecerá de forma integrada para garantir o maior alcance e efetivação em sua implementação.

“É importante essa integração de secretarias. A questão da mulher, inclusive a da vítima de violência, tem de ser tratada com a importância que ela tem. O valor do cartão pode parecer pouco, mas é muito importante dar possibilidade para que as vítimas de violência possam buscar ajuda. É inacreditável pensar que ainda há mulheres que não podem sair de casa para fazer uma denúncia, procurar ajuda, porque não têm recursos“, afirmou.

Acesso aos órgãos

A diretora Rosângela Pereira, coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), informou que o programa marca a primeira vez em que as vítimas poderão ter acesso a um instrumento que facilita a denúncia e acompanhamento nos centros de ajuda.

Com isso, espera-se que o número de casos possa ser identificado, para assim ofertar um maior suporte através do Ceams, das Delegacias de Mulheres e da Defensoria Pública.

“Sabemos que muitas dessas mulheres vítimas gastam de R$ 50 a R$ 80 por semana para buscar ajuda. Isso é um valor muito alto que faz com que muitas desistam desse acompanhamento no meio do caminho. Esse cartão vai possibilitar uma ajuda a essa mulher para que ela volte a ter qualidade de vida”, disse Rosângela.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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