Qual a polêmica na fala do Ministro da Educação sobre crianças deficientes?

Mais uma vez o Ministro da Educação fez afirmações polêmicas e que tem revoltado muitas pessoas. Durante entrevista sobre inclusão nas escolas ele afirmou “Não queremos inclusivíssimo”. Entenda melhor os problemas nas afirmações de Ribeiro.

Qual a polêmica na fala do Ministro da Educação sobre crianças deficientes?
Qual a polêmica na fala do Ministro da Educação sobre crianças deficientes? (Imagem: Fabio Rodrigues/Reprodução: Agência Brasil)

Novamente o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, volta a ser foco de notícias por contas das duas afirmações polêmicas.

Já fazem alguns dias que ele disse uma frase que incomodou diversas pessoas, principalmente os pais de pessoas com deficiências.

Na manhã da última terça-feira, 24, o Ministro participou de uma entrevista na Rádio Pan, onde voltou a falar sobre a inclusão nas escolas.

Fala polêmica do Ministro da Educação

A entrevista com o Ministro está disponível no Canal da Jovem Pan no YouTube.

Durante a conversa, mais uma vez o Ministro voltou a falar que “nós não queremos o inclusivismo, criticam essa minha terminologia, mas é essa mesmo que eu continuo a usar”.

Acontece que, o Governo Federal há anos apoia a inclusão. Até mesmo com a publicação, em 2015, do Documento subsidiário à política de inclusão que prevê os diversos parâmetros da inclusão educacional.

Além disso, já está comprovado que as crianças aprendem pela socialização.

Como afirmou para a Nova Escola, a professora Maria Letícia Barros Pedroso, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa Sociologia da Infância e Educação Infantil da Universidade de São Paulo.

“A relação entre pares nos faz pessoas. Nós não somos seres isolados, não construímos identidade sem os outros, sendo eles próximos ou distantes. É um direito da criança conviver com outras crianças e adultos”, pontua a coordenadora.

Outro ponto levantado pelo Ministro durante a sua entrevista foi quanto à estrutura das escolas e a preparação dos professores.

Isso não quer dizer que eu estou excluindo essas crianças ou estou usando de discriminação, eu estou olhando não apenas para a criança que é objeto do meu cuidado. Mas, para as outras crianças também que vão ter dificuldade de aprender porque geralmente as professoras não têm a capacitação necessária, nem todas têm, para cuidar com esse tipo de deficiência”, acrescentou Ribeiro.

Acontece que é necessário um investimento maior em preparação para todos os profissionais dentro da escola, além da estrutura escolar.

Salientamos que tudo isso é previsto na Política de Inclusão, mas nem sempre é aplicado.

 “Uma equipe interdisciplinar poderá ser constituída por profissionais da educação especial, pedagogia, psicólogo, fonoaudiólogo, assistente social, bem como profissionais que atuam como conselheiros tutelares, agentes comunitários de saúde, e outros conforme o contexto de cada comunidade”, afirma o texto da Política de Inclusão.

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Jamille Novaes
Jamille Pereira Novaes é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduada em Gestão da Educação pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). Como professora de Língua Portuguesa, já atuou no ensino fundamental I e II. Atualmente, trabalha como professora de Língua Portuguesa no ensino técnico e redatora da editoria de carreiras do portal FDR.
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