Pesquisa mostra qual perfil tem mais tendência a ter auxílio emergencial negado

Pesquisa revela critérios de aceitabilidade no auxílio emergencial. Na última semana, a Confederação Nacional da Indústria liberou um relatório onde exibe os grupos com o maior número de negativas na inclusão do projeto. Cerca de 30% da população com a mesma faixa etária não foi aceita.

Pesquisa mostra qual perfil tem mais tendência a ter auxílio emergencial negado (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)
Pesquisa mostra qual perfil tem mais tendência a ter auxílio emergencial negado (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)

Entrar na folha orçamentária do auxílio emergencial vem se tornando um grande desafio para parte significativa da população. De acordo com os últimos levantamentos, os jovens entre 16 e 24 anos são o grupo com a maior reprovação dentro do projeto. Para eles, 54% das solicitações foram negadas.

Detalhes do levantamento

Para fazer a contabilidade, a Confederação Nacional da Indústria entrevistou cerca de 2.000 pessoas por telefone, durante os dias 12 e 16 de julho. A partir desse total, 30% da população mais nova afirmou não ser aprovada.

Dentro do mesmo grupo, somente 14% tiveram a liberação do abono. O Nordeste é a região com o maior número de beneficiários e atualmente o projeto tem seu público mulher em 26% e homens jovens em 15%.

Ainda segundo o relatório, 20% dos entrevistados fizeram a solicitação e foram aceitos, estando recebendo as mensalidades atualmente.

Com o valor recebido, 76% vem sendo investido para a aquisição de alimentos no grupo feminino e 81% gastos com o pagamento de despesas no grupo masculino.

Entre homens e mulheres, apenas 1% afirmou guardar e poupar parte do abono.

Quais regras de inclusão no auxílio emergencial 2021?

Para ser um contemplado do projeto é preciso:

  • A renda por pessoa da família não pode passar de até meio salário mínimo (R$ 550)
  • A renda total do grupo familiar deve ser de até três salários mínimos (R$ 3.300)
  • Só será permitida o pagamento de uma cota por família
  • Ter mais de 18 anos
  • Não ter emprego formal
  • Não ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019 ou rendimentos isentos acima de R$ 40 mil naquele ano
  • Não ser dono de bens de valor superior a R$ 300 mil no fim de 2019
  • Estão excluídos os residentes médicos, multiprofissionais, beneficiários de bolsas de estudo, estagiários e similares
  • Ficam de fora também as pessoas que receberam qualquer tipo de benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de transferência de renda do governo em 2020, com exceção do Bolsa Família e abono salarial.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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