Quanto custa para o Brasil a mudança de votos eletrônicos por impressos?

Há 25 anos, as urnas eletrônicas foram adotadas como meio de computar os votos dos brasileiros. Recentemente, uma possível mudança para os votos impressos tem sido levantada. Caso esta possibilidade aconteça, entenda quanto custa para o Brasil a mudança de votos eletrônicos por impressos.

Quanto custa para o Brasil a mudança de votos eletrônicos por impressos?
Quanto custa para o Brasil a mudança de votos eletrônicos por impressos? (Imagem: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro defende que os votos eletrônicos sejam alterados pelos impressos. Ele acredita que o modelo atual não seja confiável.

Diante disso, segundo informações da Agência Senado, o presidente deseja que a eleição de 2022 conte com votos impressos.

Nessa possibilidade, os votos sejam depositados de maneira automática em uma urna de acrílico. Se houvesse uma suspeita de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel seriam apurados manualmente.

Em maio deste ano, a Câmara estabeleceu uma comissão especial para avaliar a proposta de emenda à Constituição que estabeleça o voto impresso, como sugerido por Bolsonaro.

A autora do projeto, Bia Kicis (PSL-DF) entende que as urnas eletrônicas não são seguras. De acordo com a Agência Câmara Notícias, ela argumenta que os brasileiros não compartilham mais o sentimento de segurança.

Para ela, as urnas eletrônicas “acabaram com o caos visível, o caos invisível pode estar se passando dentro do sistema”.

Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), discorda das acusações de vulnerabilidade do sistema eletrônico. À Agência Senado, o responsável pela organização das votações nacionais argumenta que usa a tecnologia mais moderna — de forma a garantir mais confiabilidade no processo eleitoral.

Quanto custa para o Brasil a mudança de votos eletrônicos por impressos?

Conforme estimativas feitas pelo TSE, a adoção dos votos impressos nas eleições brasileiras resultariam em um custo de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos em 10 anos.

Esta projeção foi realiza em 2017, depois de o Congresso aprovar um projeto, em 2015. O texto determinava que houvesse um comprovante físico dos votos nas urnas eletrônicas, conforme informado pela CNN Brasil.

Apesar disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a medida. Foi entendido que a regra seria inconstitucional, pois colocaria em risco o sigilo da votação. Com isso, poderia haver risco para a liberdade dos eleitores. Em setembro do ano passado, o plenário confirmou a decisão.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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