Após aprovação do Banco Central, 2ª fase do Open Banking começa nesta semana

Nesta quinta-feira (15), será iniciada a 2ª fase do Open Banking. Com a implantação dessa fase, o Banco Central (BC) dará início ao compartilhamento de dados da população entre as instituições financeiras. Para realizar a operação, contudo, será necessário a autorização do usuário.

Após aprovação do Banco Central, 2ª fase do Open Banking começa nesta semana
Após aprovação do Banco Central, 2ª fase do Open Banking começa nesta semana (Imagem: Eduardo Soares/Unsplash)

Divido em quatro fases, o Open Banking está previsto para ter o funcionamento pleno ao fim deste ano. Por meio deste sistema financeiro aberto, os clientes poderão escolher quais instituições financeiras gostariam de compartilhar seus dados.

Como resultado, seria possível obter oferta de produtos e serviços sob medida. Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, os benefícios e casos de utilização serão percebidos ao longo dos próximos meses e anos.

Apenas as instituições autorizadas a funcionar pelo BC podem participar do ecossistema do Open Banking. A regulamentação prevê participantes obrigatórios e voluntários — a depender do porte da instituição e do dado ou serviço a ser compartilhado.

A instituição deverá oferecer informações claras sobre o compartilhamento. A solicitação de autorização, para que o cliente compartilhe os dados, deve deixar clara qual será a finalidade do compartilhamento.

A implantação do Open Banking está alinhada com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Dessa forma, o sistema tem sido desenvolvido com o intuito de preservar a segurança e sigilo dos dados compartilhados.

A 2ª fase do Open Banking

A partir da segunda fase, caso queiram, os clientes poderão solicitar o compartilhamento entre as instituições participantes. Mediante a aprovação, seriam compartilhadas as informações sobre transações nas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados.

Segundo o Banco Central, os dados compartilhados serão utilizados sempre para finalidades específicas e por um prazo específico. O cliente poderá cancelar a autorização a qualquer momento nas instituições envolvidas no compartilhamento.

Como benefício, os usuários poderão receber ofertas de produtos e serviços mais adequados ao seu perfil — por valores mais acessíveis e de maneira mais prática e segura.

Ainda será possível haver soluções mais personalizadas de gestão e de sugestões sobre finanças pessoais, conforme o BC. De modo geral, o ecossistema financeiro seria beneficiado. Neste sentido, haveria mais competitividade e inovação.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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