Apps para espionar WhatsApp são seguros? Saiba do que precisa se proteger

Os aplicativos com a finalidade de espionar o WhatsApp como spywares, extensões de navegador e softwares para PC, podem colocar os dados pessoais da vítima e de quem está espionando em risco. Oferecendo resultados exagerados, como “espionar o WhatsApp à distância só com o número grátis”, os aplicativos dizem que irão hackear as conversas do mensageiro.

Apps para espionar WhatsApp são seguros? Saiba do que precisa se proteger
Apps para espionar WhatsApp são seguros? Saiba do que precisa se proteger (Imagem: Agência Brasil)

Este tipo de aplicativo solicita muitas permissões e acessos de privacidade para poder fazer a coleta de dados. Eles ainda podem instalar malwares e adwares e não cumprir o que prometem, pois o WhatsApp possui criptografia.

Confira uma lista com os riscos de utilizar estes aplicativos de espionagem e o por que não é recomendada sua instalação.

Spyware pode ser um malware camuflado 

Estes apps de espionagem podem possuir vários formatos com a suposta promessa de hackear serviços à distância. Porém, é necessário atenção, já que o app pode trazer riscos para o computador ou celular tanto da pessoa que está espionando como de quem está sendo espionado.

Através de uma pesquisa realizada pela ESET, empresa de segurança, foi constatado que estes apps não cumprem o que prometem, pelo simples fato de não conseguir burlar a criptografia de ponta-a-ponta utilizada pelo WhatsApp.

Sendo assim, as plataformas podem ser utilizadas por golpistas para o disparo de adwares, que são malwares de publicidade que podem financiar o cibercrime.

Risco de ser adware

Estes aplicativos podem ser também, na verdade, adwares. Estes softwares de publicidade não costumam ser maliciosos, porém, enchem a tela do navegador de propagandas incomodas. 

É preciso ter cuidado com as extensões instaladas no navegador.

Dados pessoais 

Os dados pessoais dos usuários também podem ser expostos na internet. Determinados sites e programas podem exigir informações, como o sistema operacional utilizado pela pessoa e o número de telefone do contato que será espionado, entre outras coisas.

Na posse destes dados, cibercriminosos podem desenvolver programas maliciosos para infectar um nicho ou público específico.

Permissões 

É preciso se atentar as permissões que são dadas aos programas que prometem espionar outras pessoas. Estas permissões podem coletar dados sensíveis que podem ser usados posteriormente para aplicação de golpes.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.