Como o auxílio emergencial ajuda a movimentar a economia? Ação é bilionária!

Um levantamento recente aponta que a atual rodada do auxílio emergencial foi capaz de injetar R$ 5,1 bilhões na economia do país. Este montante tem sido movimentado através de pagamentos no formato digital, tendo em vista que este é o meio priorizado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Como o auxílio emergencial ajuda a movimentar a economia? Ação é bilionária!
Como o auxílio emergencial ajuda a movimentar a economia? Ação é bilionária! (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)

Em um primeiro momento, quando o auxílio emergencial foi disponibilizado no início de 2020, a instituição bancária liberava o valor de R$ 600 na titularidade de cada beneficiário. Os clientes da Caixa tinham a alternativa de retirar a quantia pela própria conta na agência bancária. 

Os demais beneficiários deviam indicar uma conta na qual desejava receber o benefício ou se dirigir à agência da Caixa mais próxima. Foi o que causou aglomerações através de extensas filas que duravam horas em busca da retirada em espécie.

Foi então que se criou a conta poupança social digital, gerenciada pelo aplicativo Caixa Tem, onde os depósitos do auxílio emergencial foram unificados. 

A plataforma oferece serviços e ferramentas gratuitas, que vão desde pagamento de boletos, compras com o cartão de débito virtual, recarga de celular, contratação de seguro de vida a transferências via TED, DOC e PIX.

A movimentação do dinheiro se limita ao formato virtual durante um determinado período, até que o saque em espécie é liberado, explicando os R$ 5,1 bilhões presentes atualmente na economia brasileira. 

Para se ter uma noção maior, por exemplo, no dia 14 de junho de 2021, os pagamentos virtuais foram responsáveis por movimentar R$ 16,2 milhões. Entre o período de 6 a 15 de junho, R$ 3,9 bilhões foram injetados através de boletos e concessionárias de serviços públicos. 

Enquanto isso, outros R$ 1,2 bilhão do auxílio emergencial aplicado em compras mediante o cartão de débito virtual disponibilizado no Caixa Tem. 

Apesar destes números expressivos, o impacto do auxílio emergencial de 2021 no comércio local não foi tão amplo quanto em 2020, apresentando uma queda de 53% em comparação à etapa anterior.

No que compete ao principal gasto dos brasileiros, que são as compras em supermercados, farmácias e lojas, o número que antes era de R$ 2,6 bilhões em 2020, caiu para R$ 1,2 bilhão em 2021.

Na oportunidade, a FecomercioSP informou que no ano passado, o auxílio emergencial representou cerca de 9% do faturamento geral do varejo brasileiro.

Apenas em São Paulo, o percentual apurado foi de 4%, enquanto no período de abril a julho deste ano, o impacto deve ser de 5% nas vendas em todo o Brasil contra 2% em São Paulo.

“Enquanto o benefício for pago, terá um impacto positivo, mas menos da metade do que ele tinha no ano passado em termos de comportamento de venda. Ele está fazendo diferença em relação ao volume de vendas”, explicou o assessor econômico da FecomercioSP, Altamiro Carvalho.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.