Abono PIS/PASEP entra na mira de Bolsonaro para financiar Bolsa Família

Bolsonaro avalia acabar com o abono salarial para amplificar parcelas do Bolsa Família. Nas últimas semanas, o governo federal vem sinalizando seu interesse em reformular o principal projeto social do país. No entanto, para que os reajustes aconteçam é possível que os trabalhadores fiquem sem receber o PIS/PASEP.

Abono PIS/PASEP entra na mira de Bolsonaro para financiar Bolsa Família (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)
Abono PIS/PASEP entra na mira de Bolsonaro para financiar Bolsa Família (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)

O projeto de renovação do Bolsa Família permanece sendo discutido pelo governo federal. Entre as medidas já anunciadas, Bolsonaro deseja aumentar o valor das mensalidades e amplificar o número de pessoas beneficiadas. Para isso, o chefe de estado sugere acabar com o PIS/PASEP.

Fim do abono salarial

Segundo informações administrativas, o presidente vem avaliando com o Ministério da Economia a possibilidade de encerrar a concessão do PIS/PASEP. Atualmente o benefício é disponibilizado para o trabalhador que tenham uma renda máxima de dois salários mínimos, sendo ofertado em R$ 1.100 uma vez por ano.

Ao todo, há mais de 25 milhões de brasileiros de carteira assinada que nesse momento estão inclusos na folha orçamentária do PIS/PASEP. Excluindo o programa, Bolsonaro passa a ter uma nova injeção econômica em seu orçamento para custear as propostas do Bolsa Família.

É válido ressaltar, no entanto, que o fim do abono salarial já tinha sido sugerido por Paulo Guedes em 2020 e fortemente reprovado por Bolsonaro. De acordo com ele, jamais tiraria dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos, fazendo alusão aos estudos do governo para unificar os programas sociais.

Segundo os cálculos do ministério da cidadania, caso o PIS/PASEP fosse extinto Bolsonaro teria aproximadamente R$ 20 bilhões para investir no Bolsa Família, que atualmente tem um custo anual de R$ 35 bilhões.

Com os R$ 55 bilhões totais o governo conseguiria fazer as renovações propostas, aumentando o valor médio do projeto para R$ 300.

Mudanças anunciadas para o Bolsa Família:

  • Valor do auxílio-creche mensal para cada criança seria de R$ 52,00
  • Bônus anual para o melhor aluno de R$ 200,00
  • Bolsa mensal de R$ 100,00, mais um prêmio anual de estudante científico e técnico de destaque de R$ 1.000,00
  • Renovação nas regras de entrada e saída do programa
  • Atualização nos critérios mínimos de renda para inclusão no projeto

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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