Novo Bolsa Família começa no segundo semestre de 2021; o que muda?

Governo federal anuncia mudanças para o Bolsa Família a partir do mês de agosto. Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre seu projeto de reformulação do BF. Entre as novidades, haverá a digitalização do cadastro e o aumento no valor dos abonos concedidos. Acompanhe.

Novo Bolsa Família começa no segundo semestre de 2021; o que muda? (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)
Novo Bolsa Família começa no segundo semestre de 2021; o que muda? (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)

Considerado o principal projeto social do país, o Bolsa Família deverá passar por algumas mudanças em 2021. Atendendo aos interesses do atual governo, o projeto deixará de operar nos centros de atendimento social municipais, tendo seu cadastramento inteiramente digitalizado.

Criação de um novo aplicativo

Segundo as informações já concedidas por Bolsonaro, a equipe do ministério da cidadania vem trabalhando para elaborar um novo aplicativo para o programa. A ferramenta funcionará não só para acompanhar o andamento do benefício, como também para fazer a inscrição de novos segurados.

A ideia é que o processo de entrada no projeto ocorra exclusivamente pelo aplicativo, o que desobriga as prefeituras e governos estaduais em monitorarem e acompanharem a pauta.

A ação, no entanto, não foi vista positivamente pelos demais gestores, que afirmam haver uma centralização do Bolsa Família como uma política de governo.

Reajuste nos salários

Outra grande promessa do presidente foi a correção nos atuais salários concedidos. De acordo com ele, o valor de base do Bolsa Família subirá para R$ 250, estando atualmente em uma faixa de R$ 190.

Além disso, o gestor anunciou a concessão de novos abonos, sendo eles:

  • Valor do auxílio-creche mensal para cada criança seria de R$ 52,00
  • Bônus anual para o melhor aluno de R$ 200,00
  • Bolsa mensal de R$ 100,00, mais um prêmio anual de estudante científico e técnico de destaque de R$ 1.000,00
  • Renovação nas regras de entrada e saída do programa
  • Atualização nos critérios mínimos de renda para inclusão no projeto

Ampliação do Bolsa Família

Por fim, há ainda um debate sobre a alteração na faixa mínima de renda de R$ 89 por cidadão. O governo quer aumentar o valor para aproximadamente R$ 100, o que permitirá que um novo grupo passe a ser contemplado.

De acordo com as estimativas da agenda federal, a implementação de tais mudanças passará a ser aplicada a partir do mês de agosto, com o fim do auxílio emergencial.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.