Doria recua e atrasa flexibilização dos comércios em São Paulo

Nesta quarta, 26, o governador João Dória suspendeu a nova flexibilização das medidas de restrição em todo o estado que iriam começar no início do próxima mês no Estado de São Paulo. A decisão foi tomada em decorrência do crescimento do número de casos de coronavírus nas últimas semanas. Saiba mais.

Doria recua e atrasa flexibilização dos comércios em São Paulo
Doria recua e atrasa flexibilização dos comércios em São Paulo (Imagem: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo/Agência Brasil)

O Centro de Contingência do Coronavírus ficou atento ao aumento de casos e aconselhou Doria a desistir das medidas que havia comunicado na semana passada.

O governo do estado de SP prorroga a fase de transição até o dia 14 de junho, mantendo o funcionamento das atividades econômicas até as 21h.

“Exatamente nos moldes em que vem operando atualmente […] Os indicadores da pandemia recomendam cautela nesse momento, e é cautela que estamos adotando”, disse Dória.

Com o recuo, o estado permanece na fase de transição do Plano São Paulo por no mínimo 14 dias a partir da próxima terça, 1º. Sendo assim, novas medidas de flexibilização só devem acontecer na segunda quinzena de junho. 

Entre os meses de junho e julho, o estado promoverá eventos-teste para avaliar uma possível retomada de mais atividades econômicas e de entretenimento em meio a pandemia. Esses eventos incluem três festas já planejadas na capital e no interior.

Segundo o último boletim de Secretaria Municipal da Saúde, divulgado na última terça, a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que atendem o SUS (Sistema Único de Saúde) na cidade está em 80%. Se forem considerados somente os leitos voltados a pacientes com covid-19, a taxa sobe para 85%

Os números estavam em queda até o último dia 8 de maio. A partir deste dia, estando aumento gradualmente. São Paulo tinha até a última segunda, uma média de 13.697 casos.

A velocidade da vacinação vem diminuindo no Brasil em decorrência dos atrasos no envio de insumos da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, e da Astrazeneca, produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.