Pensando nas eleições 2022, reforma administrativa pode ser adiada para 2023

A reforma administrativa pode ser empurrada para 2023 em decorrência da pressão vinda da base aliada ao presidente Jair Bolsonaro. Os deputados apoiadores do atual governo se justaram ao lobby dos servidores na tentativa de impedir um desgate político a apenas um ano das próximas eleições.

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Pensando nas eleições 2022, reforma administrativa pode ser adiada para 2023
Pensando nas eleições 2022, reforma administrativa pode ser adiada para 2023 (Imagem: Folha de Alagoas)

Por conta disso, as mudanças nas carreiras do funcionalismo, uma das principais bandeiras defendidas pelo ministro da Economia Paulo Guedes desde o início do mandato de Bolsonaro em 2019, pode não sair do papel mais uma vez.

Os deputados originários da carreira pública, especialmente da segurança, como os policiais civis, militares e federais e os procuradores e defensores públicos estão receosos com o andamento da reforma.

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A resistência vinda de congressista da oposição piora ainda mais esse cenário.

Este movimento é um dos maiores obstáculos para que o planejamento de tramitação feito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seja cumprido. O parlamentar, que também é líder do centrão, tem pressa e espera que a entrega da reforma ao Senado aconteça em julho.

Porém o calendário elaborado por ele enfrenta obstáculos. Os congressistas ligados a servidores anteveem disputas e afirmam que esse prazo só será cumprido se o presidente avançar como um trator.

A realização de audiências públicas até esta sexta, 14, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é um dos compromissos acertados com a base, oposição e governo.

“É importante que, a partir daí, aquele colegiado [CCJ] libere a votação, porque ela não fere a Constituição, e aí ela estará pronta para o plenário”, afirmou Arthur Lira em entrevista na manhã de ontem(10) na Rádio Bandeirantes.

“Em um mês e meio depois de liberada da CCJ, a gente entrega a [reforma] administrativa para o Senado”, disse.

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Mas, o desejo de Arthur bate de frente até mesmo com as avaliações de bolsonaristas. A deputada Bia Kicis (PSL-DF), afirmou que esse tipo de pauta é mais exequível no começo de um mandato.

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A equipe de Paulo Guedes tentou apresentar uma reforma no primeiro ano de governo, porém adiou a entrega. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com as alterações só foi entregue ao Congresso em setembro do ano passado. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.