PIX lança novidades para movimentar auxílio emergencial e usar QR Code

Pontos-chave
  • BC prepara novidades para o PIX em 2021;
  • Beneficiários do auxílio poderão movimentar valores via PIX;
  • PIX Cobrança possibilitará agendamento de pagamentos e cobranças.

O Banco Central está preparando o lançamento de duas novidades no PIX. A primeira delas é a possibilidade de movimentar os valores do auxílio emergencial. E a segunda é o PIX Cobrança, que vai permitir que pagamentos e cobranças possam ser feitas com datas futuras, funcionamento similar aos dos boletos.

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PIX lança novidades para movimentar auxílio emergencial e usar QR Code
PIX lança novidades para movimentar auxílio emergencial e usar QR Code (Imagem: Markus Winkler/Unsplash)

Auxílio Emergencial

A novidade que chega primeiro, a partir do dia 30 de abril, é a respeito do auxílio emergencial. Os valores que os beneficiários da ajuda governamental receberem, poderão ser movimentos através do PIX, o que até o lançamento da novidade não era permitido.

Porém, existe uma exceção: não serão autorizadas as transferências de valores do auxílio emergencial através do PIX para uma outra conta no nome do mesmo titular. 

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O Banco Central alegou que esta regra foi criada para proteger os usuários e evitar que o dinheiro do beneficiário venha a passar por descontos, ou compensações que acabariam reduzindo o valor do auxílio emergencial.

PIX Cobrança 

A segunda novidade da solução de pagamentos, o PIX Cobrança será lançada no dia 14 de maio. E segundo o BC, todas as instituições financeiras devem oferecer a opção de agendamento de PIX.

A novidade tem um funcionamento semelhante ao dos boletos bancários. Os usuários poderão gerar uma cobrança, através do QR Code, para uma data futura cadastrando informações como o valor final, descontos e multas ou juros.

O BC concedeu um prazo entre 14 de maio e 30 de junho, para que as instituições que operam o PIX, permitam, pelo menos, a leitura do código QR com todos os encargos e abatimentos calculados de forma correta.

“A partir de 1º de julho todos os participantes precisam ser capazes de fazer a leitura do QR Code e possibilitar o pagamento do QR Code para data futura. Esse é um período transitório, que dá as instituições um tempo adicional para finalizar as adequações nos sistemas”, disse o BC.

O agendamento de PIX passa a ser obrigatório a partir do dia 1º de setembro. Com esse agendamento, os usuários poderão definir uma data futura utilizando a chave PIX.

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“Tal medida visa ampliar ainda mais a comodidade dos pagadores, garantindo, que todos os usuários, independente da instituição que possuem conta, possam agendar um Pix”, diz a nota do Banco Central.

Saque PIX: Outra novidade para 2021

O modelo que será utilizado para permitir saques através do PIX já está em fase avançada de desenvolvimento.

O Banco Central diz que “o objetivo é aumentar a capilaridade de pontos de saque ao consumidor final, bem como melhorar as condições de oferta de saque pelas instituições, promovendo maior competição no sistema financeiro nacional”.

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Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto do Decem, esclareceu que para a função saque estão sendo criados dois produtos diferentes. Um deles é somente para saque de valores e o outro para saques associados a uma compra.

“O produto exclusivo para saque não só poderá ser oferecido pelo comércio como também estará disponível em caixas eletrônicos de prestadores de serviços de saque e de instituições financeiras, a critério dessas instituições”, explicou Carlos.

A expectativa é que a função saque seja disponibilizada para os usuários no segundo semestre de 2021.

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Novidades do PIX para 2021 (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Substituto do débito e dinheiro?

O PIX se tornou o recurso mais utilizado para transferências de valores de pessoa para pessoa, superando os tradicionais TED e DOC.

Em 2021, os dados do Banco Central revelaram que cerca de 286 milhões de operações foram efetuadas através da solução até o mês passado. Já as TEDs, representaram apenas 18,5% do volume total do PIX neste período, com 53,2 milhões de transferências.

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Este resultado já era esperado, pois através da solução do BC, as transferências são gratuitas e o sistema opera todos os dias da semana, 24 horas.

Em sua fase de pré-lançamento, a expectativa era que a modalidade também pudesse atrair uma fatia significativa de pagamentos com dinheiro ou cartão de crédito no comércio varejista. E vez ou outra, substituir ou suplantar estes meios de pagamento.

Mas isso ainda pode demorar para se tornar realidade, pois dados do BC mostraram que nos pagamentos de pessoas para empresas, somente 8,3% do total transacionado foi feito através do PIX em janeiro.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.