Resultado da inflação tem maior alta em fevereiro puxado por preço dos combustíveis

O índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, cresceu 0,86% em fevereiro, pressionado pela alta nos preços nos combustíveis. Este índice é o mais alto para um mês de fevereiro desde 2016, quando o índice fechou em 0,9%.

Resultado da inflação tem maior alta em fevereiro puxado por preço dos combustíveis
Resultado da inflação tem maior alta em fevereiro puxado por preço dos combustíveis (Imagem Google)

No mesmo mês do ano passado, o IPCA fechou em 0,25%. O indicador já acumula uma alta de 1,11% em 2021 e de 5,2% em 12 meses, acima dos 4,56% constatados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Para 2021, a meta da inflação é de 3,75%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Sendo assim, a meta pode variar entre 2,25% e 5,25%.

As informações são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e são referentes às famílias que possuem rendimento de um a 40 salários mínimos.

Gasolina cresce 7,1%

A gasolina foi o item que mais impactou os resultados do IPCA em fevereiro, com uma alta de 7,11%. O combustível representou cerca de 42% no resultado final (0,36 p.p.). 

“Temos tido aumentos no preço da gasolina, que são dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No início de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no preço do combustível explicam essa alta”, explicou Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IPCA.

Os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,4%) e do gás veicular (0,69%) também tiveram alta. Desta forma, os combustíveis acumulam uma alta de 28,44% nos últimos nove meses. No mês passado, o grupo transportes teve alta de 2,28%.

Alimentação 

Em fevereiro, o grupo alimentação e bebidas variou 0,27%, caindo pelo terceiro mês seguido. 

Oos preços da batata-inglesa (-14,7%), do tomate (-8,55%), do leite longa vida (-3,3%), do óleo de soja (-3,15%) e do arroz (-1,52%) ajudaram na desaceleração na alimentação no domicílio (0,28%). No entanto, cresceram os preços da cebola (15,59%) e das carnes (1,72%).

“Essa desaceleração na passagem de janeiro para fevereiro é explicada, principalmente, por alguns itens que haviam subido bastante ao longo do ano passado, como o óleo de soja e o arroz. Por outro lado, as carnes tinham tido uma ligeira deflação em janeiro, com queda de 0,08%, e agora voltaram a subir”, afirmou Kislanov.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.