Sem carnaval em 2021, empreendedores do setor ficam desamparados

Neste ano o Brasil não vai ter festividade de Carnaval. A festa deveria acontecer entre os dias 12 até 16 de fevereiro, porém foi cancelada pelo governo para evitar aglomerações e conter o avanço da Covid-19.

Sem carnaval em 2021 empreendedores do setor ficam desamparados
Sem carnaval em 2021, empreendedores do setor ficam desamparados (Foto: Google)

Essa medida já foi confirmada em alguns estados, que estão focando os seus esforços para imunizar a população contra o novo coronavírus.

Apesar dessa decisão em benefício da saúde pública, os prejuízos devem ser grandes, principalmente para os pequenos e médios empreendedores que dependem desta festa anual.

O Carnaval no país é muito importante para a economia. No ano passado, a festa arrecadou cerca de R$8 bilhões para os cofres do país e gerou cerca de 25 mil oportunidades de emprego, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). 

Os brasileiros já fazem as contas do prejuízo e alguns até já elaboraram um “plano b” para conseguir manter o seu negócio de pé.

Impacto financeiro

A gerente administrativa de uma confecção especializada em bordados e abadás de São Paulo, Silvia Veloso, disse que o Carnaval representa 50% do faturamento da empresa.

Porém, neste ano, a confecção não recebeu nenhum pedido com relação ao Carnaval e outras festas.

“Em 2020, perdemos cerca de 90% do nosso faturamento e tivemos que demitir funcionários, porque não tem havido nenhum tipo de festa”, diz. 

Já o estilista, Sandro Farias, que possui um ateliê de fantasias de escolas de samba também em São Paulo, sofreu um impacto ainda maior.

“Sempre trabalhamos com a parte glamourosa das escolas de samba, vestindo rainhas de bateria, musas, personalidades e porta-bandeiras de todas as agremiações. O Carnaval representava quase 100% do nosso faturamento”, contou.

Quais as formas de faturar sem o Carnaval?

Os negócios que dependem desta data precisam usar a sua criatividade e se reinventar. 

Silvia, explicou que mudou as estratégia nas vendas e a empresa passou a fazer o atendimento de empresas e profissionais de saúde.

“Foi um ano muito difícil, e precisamos nos adaptar. Agora produzimos descartáveis, como máscaras e aventais de proteção contra a Covid-19”, complementou. 

Futuro

Silvia espera que o processo de vacinação dê certo para que os negócios e a vida voltem ao normal em breve.

“Hoje estou muito desmotivada por não estar faturando o esperado. Tenho esperanças de que, depois da vacinação, tudo volte ao normal. Temos que acreditar, mas hoje a realidade é outra”, desabafou.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.