Caí no golpe do saque emergencial do FGTS, e agora? Veja como receber seu dinheiro de volta

O saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem sido alvo de fraudes constantes. O objetivo dos golpistas é roubar o dinheiro liberado pelo governo neste ano para auxiliar os trabalhadores que tenham sido afetados pela crise do novo coronavírus.

Mesmo que o recurso esteja disponível para todos os trabalhadores que possuem conta ativa ou inativa do FGTS, não é obrigatório sacar e ainda há aqueles que não se importam de verificar o seu saldo. Isso facilita que golpes sejam aplicados.

Nas fraudes, os golpistas pegam a senha do aplicativo depois de conseguir o CPF da vítima, isso facilita no momento do saque e os trabalhadores que não movimentam o dinheiro não percebem que ele foi roubado.

Outra forma usada pelos golpista é usar o CPF e o nome dos trabalhadores, golpistas se cadastram no aplicativo Caixa Tem, informando um e-mail falso, e pegam o dinheiro.

Já que o aplicativo não solicita confirmação da identidade do usuário, os golpistas não possuem dificuldades para ‘roubar’ o acesso ao Caixa Tem

O que fazer se o meu FGTS emergencial for sacado por outra pessoa?

Aqueles que descobriram que foram vítimas do golpe devem ir até uma agência pessoalmente, para fazer a contestação do saque indevido. Para isso é necessário levar o CPF e um documento oficial com foto.

A Caixa informou que “melhora os critérios de segurança de acesso ao Caixa Tem, constantemente, inclusive nos últimos dias foram implantadas melhorias importantes, observando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a ocorrência de fraudes”.

A Polícia Federal disse que não é preciso ir fazer o registro da ocorrência e que as vítimas devem ir até a Caixa.

Como se prevenir de golpe?

  • A Caixa recomenda que os trabalhadores utilizem apenas os canais oficiais do banco para obter informações sobre o saque do FGTS.
  • Não forneça senhas ou outros dados de acesso em outros sites ou aplicativos.
  • O cliente deve estar sempre atento a qualquer atividade e situação não usual, e principalmente não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais para acesso a contas e valores a receber.
  • Desconfiar de informações sensacionalistas e de “oportunidades imperdíveis”.
  • Links suspeitos podem levar à instalação de programas espiões, que podem ficar ocultos no celular ou computador, coletando informações de navegação e dados do usuário
  • Utilizar sempre navegadores e softwares de antivírus atualizados.
  • A Caixa jamais pede senha e assinatura eletrônica numa mesma página, sendo a assinatura digitada somente por meio da imagem do teclado virtual.
  • A Caixa não envia SMS com link e só envia e-mails se o cliente autorizar.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.