FIM do auxílio emergencial tem data cravada para acontecer; como economia deve reagir?

Pontos-chave
  • Governo anuncia data final do auxílio emergencial;
  • Em 2021 economia deve ser negativada;
  • Bolsa Família permanece sem previsão para início de janeiro.

Governo anuncia fim do auxílio emergencial e economia reage. Nessa semana, o ministério da cidadania informou que estará concedendo as últimas parcelas do coronavoucher até o dia 27 de janeiro. Não haverá a probabilidade de renovação da proposta, segundo o presidente Jair Bolsonaro. No texto abaixo, entenda os efeitos econômicos de sua decisão.

FIM do auxílio emergencial tem data cravada para acontecer; como economia deve reagir? (Imagem: Reprodução/Google)
FIM do auxílio emergencial tem data cravada para acontecer; como economia deve reagir? (Imagem: Reprodução/Google)

Concedido desde o mês de abril, o auxílio emergencial tem sido responsável por movimentar o PIB brasileiro durante todo este ano de crise. A medida foi criada justamente com a finalidade de propor uma redução nos impactos econômicos do novo coronavírus, mas deverá ser encerrada ao longo dos próximos 30 dias.

Auxílio emergencial cancelado

Depois de meses em debate se prolongaria ou não o benefício, o presidente Jair Bolsonaro deu seu ultimato informado que não haverá novas concessões em 2021.

Segundo ele, o que pode ser feito é uma transferência dos segurados do auxílio emergencial para o Bolsa Família, mas a medida ainda está em análise.

Contrapartida o ministro da economia, Paulo Guedes, concedeu entrevista afirmando não descartar autorizar novos pagamentos. Mas disse que a decisão só será tomada em meados de fevereiro e março de 2021, quando forem avaliados os efeitos do fim do programa.

Economia deve reagir negativamente

“Sem o auxílio emergencial, o PIB teria caído muito mais”, diz Sergio Vale, economista-chefe e sócio da MB Associados. De acordo com ele, a distribuição de renda fez com que o PIB fosse acrescentado em 2,4 pontos. Pelas avaliações, a economia deverá decair de 4,3%, ante 6,5% no cálculo anterior.

Já a economista Alessandra Ribeiro, diretora de Macroeconomia da Tendências Consultoria, explica que o auxílio vinha sendo responsável por 4,5% na renda ampliada da população Em sua visão, a suspensão do benefício deverá ter efeitos diretos no crescimento da pobreza.

“Somente as famílias das classes D e E terminam o ano com um incremento da massa de renda de 27%”, diz.

“O auxílio foi fundamental para ajudar a recompor parte da renda das famílias e puxar o varejo”, diz Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria.

Quais as projeções econômicas para 2021?

De acordo com o boletim Focus, o mercado deve crescer em 3,46% em 2021. Porém se o auxílio emergencial estivesse sendo concedido esse valor deveria ser ainda maior. A expectativa é que até março números como desemprego, fome e miséria sejam reajustados negativamente.

No que diz respeito ao desemprego, há quem defenda que com o fim do programa as pessoas voltaram para procurar vagas no mercado. Porém, não se pode desconsiderar que parte significativa das pequenas empresas, de certa forma, também estavam sendo contempladas com o benefício.

FIM do auxílio emergencial tem data cravada para acontecer; como economia deve reagir? (Imagem: Reprodução/Google)
FIM do auxílio emergencial tem data cravada para acontecer; como economia deve reagir? (Imagem: Reprodução/Google)

Mercados, farmácias e demais serviços de abastecimento deverão sofrer uma redução drástica no número de vendas. Além disso, atividades de mão de obra como pedreiros, entre outros, também sentiram os efeitos do fim do pagamento.

Outra projeção negativa diz respeito ao crescimento da inadimplência em uma série de serviços. Cartões de crédito, contas de água e luz, deverão ser adiadas tendo em vista a redução na verba dos segurados.

Já na hora de fazer feira, a expectativa é que a lista de compras seja diminuída, fazendo com que a população adquira o mínimo possível para manter comida na mesa.

Nesse ponto o cenário é ainda mais grave, tendo em vista a inflação no setor alimentício. A aquisição de proteínas, como carne, por exemplo, tende a ser cada vez menor.

Como os projetos sociais podem ajudar?

Por fim, há ainda um grande questionamento sobre como o governo deverá atuar para minimizar os impactos da crise. Até o momento a esperança é que o Bolsa Família passe a atuar de forma amplificada. Porém nenhuma certeza foi concedida por parte da gestão pública.

Espera-se de que a primeira quinzena de janeiro novos informes sobre o programa sejam liberados, pois nem mesmo o calendário de pagamentos que deveria iniciar até o próximo dia 15, foi disponibilizado.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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