Black Friday 2020 sente ameaça de queda nas vendas com Covid-19; como reagir?

A Black Friday nos últimos anos se tornou umas das datas mais esperadas do ano pelos brasileiros que adoram comprar com descontos expressivos. Porém este ano, em meio a pandemia do coronavírus este cenário pode ser prejudicado e não tão favorável ao comércio.

Black Friday 2020 sente ameaça de queda nas vendas com Covid-19; como reagir?
Black Friday 2020 sente ameaça de queda nas vendas com Covid-19; como reagir? (Imagem Google)

A grosso modo temos três tipos de consumidores neste momento: parte da população que enfrentou duramente a crise causada pelo coronavírus e sofreu com o desemprego recorde de 14% no terceiro trimestre segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No caminho contrário temos a população das classes A e B que foram menos abaladas em suas finanças e como gastaram menos durante o ano, têm mais condições de aproveitar os descontos da Black Friday.

Por fim, tivemos o auxílio emergencial que ajudou cerca de 65 milhões de pessoas nos últimos meses. O valor pago foi cortado pela metade em setembro e terá sua última parcela em dezembro.

É esperado que o forte das vendas na Black 2020 seja através da internet, já que em meio a pandemia os brasileiros se habituaram a comprar online. O comércio presencial ainda manterá o controle de acesso para limitar o número de frequentadores simultâneos, evitando as aglomerações.

O que é esperado também é que os consumidores aproveitem a data para comprar os presentes de natal, já que uma segunda onda do coronavirus é eminente e pode levar as pessoas a permanecer em casa.

Diante de todos essas possibilidades, o mínimo que se pode esperar é que neste ano o crescimento que vem acontecendo desde 2010 seja interrompido. Mas claro que existem expectativas otimistas que acreditam que no final das contas a data será positiva tanto para quem vende como para quem compra.

Expectativas

O coordenador do Centro de Excelência em Varejo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Maurício Morgado não está confiante.

“Há três fatores que mandam no varejo. Para consumir, a pessoa precisa ter emprego, renda e confiança. Os três estão baixa agora”, explicou Morgado.

Em uma pesquisa feita pela FGV no início desde mês apontou que o índice de confiança do consumidor está 80,4 pontos.

“Quando o índice está abaixo de 100, é um cenário de pessimismo”, diz o coordenador.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.