Bolsonaro afirma que 500 mil empregos foram retomados na pandemia; informação procede?

Desemprego e necessidade de isolamento social viram pauta em Brasília. Nessa semana, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre o atual cenário de demissões em massa em todo o país. Ao ser questionado sobre o grande número de desligamentos motivados pela pandemia, o gestor afirmou que há uma recuperação tendo em vista que novas 500 mil carteiras de trabalho foram assinadas.  

Bolsonaro afirma que 500 mil empregos foram retomados na pandemia; informação procede? (Imagem: José Dias/PR)
Bolsonaro afirma que 500 mil empregos foram retomados na pandemia; informação procede? (Imagem: José Dias/PR)

Desde que chegou o covid-19, muitos cobram do governo federal uma posição mais ativa no que diz respeito a elevação do desemprego em todo o país. Somente entre março e junho, dados do ministério da economia mostra que foram registradas cerca de 1,595 milhão de demissões líquidas. No entanto, Bolsonaro afirma que há uma recuperação em andamento.  

Ao ser confrontando sobre tais números, o presidente explicou estar ciente e afirmou que não pode ignorar o trabalho que sua equipe vem desenvolvendo para recuperar a economia. De acordo com ele, nos últimos dois meses já foram retomados 500 mil postos.  

“Alguns me criticam que o desemprego ainda tá alto. Eu sei. Mas nós recuperamos 500 mil empregos nos últimos três meses”, afirmou.  

Segundo os números liberados na última semana pelo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), somente em setembro a economia nacional criou novos 313.564 empregos com carteira assinada em setembro. Trata-se do terceiro mês consecutivo de aumento.  

Somando os meses de julho e setembro foram contratados novos 697.296 trabalhadores. Ao todo há uma recuperação de 43,73%.  

Isolamento social reforça o desemprego 

Bolsonaro afirmou ainda que um dos motivos pelos quais a economia foi tão afetada foi a implementação do isolamento.

Em sua visão, a decisão reforçou a necessidade de empresários desligarem os funcionários tendo em vista que não havia demandas para suprir. Para o gestor, manter um trabalhador em casa pagando o seu salário é uma decisão inviável.  

“Agora aquela política de alguns, ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, chegou boleto pra pagar aí. Pessoal não leva em conta isso”, comentou.  

Já no que diz respeito as novas estratégias para garantir a retomada dos setores econômicos, Bolsonaro ainda não informou quais os planos de sua gestão. Nesse momento, sua equipe vem trabalhando para encerrar o calendário do auxílio emergencial. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.