Brasil e Estados Unidos definem pacote de medidas com o intuito de acelerar o comércio entre os países

Na próxima segunda-feira (19), faltando menos de um mês para a eleição presidencial norte-americana ocorrer, o Brasil e os Estados Unidos vão assinar um pacote de medidas que aceleram e desburocratizam o comércio entre os dois países. Segundo fontes da área econômica, três acordos devem ser feitos: de facilitação do comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção. 

Brasil e Estados Unidos definem pacote de medidas com o intuito de acelerar o comércio entre os países
Brasil e Estados Unidos definem pacote de medidas com o intuito de acelerar o comércio entre os países (Foto: Google)

O anúncio deverá ser feito através de um evento virtual com a participação do presidente Jair Bolsonaro, de representantes do Escritório do representante de comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) e de bancos de desenvolvimentos americanos. 

Não sendo um acordo de livre comércio, como o ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgou em 2019, o conjunto de medidas está sendo considerado pelo governo brasileiro como base para um entendimento maior, a ser futuramente discutido entre os países.

O pacote já estava sendo discutido, porém o Brasil queria a assinatura o mais rápido possível, diante do risco do presidente Jair Bolsonaro perder o aliado de primeira hora Donald Trump, que está concorrendo à eleição presidencial com o intuito de se reeleger e está atrás do candidato democrata Joe Biden nas pesquisas de intenção de voto.

De acordo com o vice-presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Abrão Árabe Neto, o acordo irá tratar de temas importantes com o objetivo de facilitar e incentivar negócios entre os dois países. Ele ressalta que o comércio de bens e serviços entre Brasil e Estados Unidos é da ordem de US$70 bilhões por ano e o estoque mútuo de investimentos ultrapassa US$110 bilhões.

“Embora os valores sejam expressivos, ainda há enorme espaço para incrementá-los e acreditamos que o acordo será decisivo nesse sentido”, disse Árabe Neto.

Apesar dos governos do Brasil e Estados Unidos terem tido uma aproximação, o comércio do Brasil com os EUA caiu 25,1% entre os meses de janeiro a setembro.

 As exportações diminuíram 31,5% dentro deste período e atingiram o menor nível para os nove primeiros meses do ano desde 2010. Porém, os EUA são o segundo parceiro comercial brasileiro, atrás da China – com a qual possui uma administração que o presidente norte-americano vem travando uma guerra comercial nos últimos anos.

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