Desemprego: Índice de brasileiros desocupados cresce 27% em quatro meses

PONTOS CHAVES

  • O IBGE divulgou um estudo que aponta que o desemprego aumentou no país;
  • As regiões mais afetadas foram Norte e Nordeste;
  • Os estados menos atingidos estão na região Sul.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid que foi iniciada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a taxa de desemprego no país aumentou de 13,1% em julho para 13,6% em agosto.

Desemprego: Índice de brasileiros desocupados cresce 27% em quatro meses
Desemprego: Índice de brasileiros desocupados cresce 27% em quatro meses (Imagem: Arquivo EBC)
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No início da pesquisa, em maio, haviam 10,1 milhões de pessoas desempregados. O resultado passou a ser de 12,3 milhões em julho.

Hoje, 12,9 milhões de pessoas estão desempregadas no país, ou seja, um aumento de 5,5% no mês e de 27,6% desde que a pesquisa começou.

Somente a Região Sul apresentou uma queda nos desempregados, com -2,3% de julho para agosto. Já os maiores avanços foram no Nordeste com 14,3% e no Norte 10,3%. 

As taxas de desocupação no mês de agosto foram elevadas no Nordeste com 15,7%, Norte com 14,2% e Sudeste com 14,0%. Os mais brandas são no Centro-Oeste com 12,2% e no Sul com 10,0%.

Aqueles que estavam desempregados ainda enfrentavam dificuldades para conseguir recompor a renda do trabalho que foi perdida com a pandemia do novo coronavírus.

Seguro desemprego

Desemprego: Índice de brasileiros desocupados cresce 27% em quatro meses
Desemprego: Índice de brasileiros desocupados cresce 27% em quatro meses (Foto: Google)

O seguro desemprego é pago para os trabalhadores que foram demitidos sem justa causa. Mas vale apenas para quem atuava com carteira de trabalho assinada. 

O valor a ser pago continuará levando em consideração a média dos salários dos últimos 3 meses anteriores a dispensa.

Os pescadores artesanais, empregados domésticos e o trabalhador resgatado, podem receber até 1 salário mínimo, ou seja, R$1.045.

A parcela é liberada após 30 dias da requisição ou saque da parcela anterior. O trabalhador pode acompanhar a situação de sua parcela por meio dos canais:

O trabalhador deve solicitar o benefício por meio do portal do governo. Fazendo um cadastro para acessar o serviço, informando o CPF, nome, telefone e e-mail.

Como solicitar? 

Devido a pandemia, o recomendado é que trabalhador solicite o seguro desemprego por meio do portal do governo

Outra forma de solicitar o benefício é utilizando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em smartphones do sistema Android ou iOS. Saiba aqui como fazer.

  • Primeiro, baixe o aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Depois Abra o aplicativo e toque em “Entrar”. 
  • Você será redirecionado ao site do governo para digitar o seu CPF e logar no app. Depois, selecione “Avançar”.
  • Digite a sua senha e clique em “Entrar”. 
  • Ao ser direcionado novamente para o aplicativo, é preciso procurar a opção “Benefícios” no menu inferior.
  •  Toque em “Solicitar” no quadrado em que está escrito “Seguro-desemprego”. Na tela seguinte, escolha o botão azul escrito “Seguro-desemprego”.
  • Agora, é preciso informar um número de requerimento. São dez algarismos que podem ser encontrados no canto superior direito do seu “Requerimento de Seguro-Desemprego”, documento emitido pela empresa em que você trabalhou. Depois, toque em “Próximo”. Confira todos os seus dados pessoais e toque em “Avançar”.
  • Na parte onde está “Vínculos”, confira os dados da empresa na qual você trabalhou e, outra vez, toque em “Avançar”. 
  • Leia atentamente o “Termo de Aceite” e, no final da tela, marque a caixa “Concordo com as regras para solicitação/recebimento do benefício” e confirme. Neste momento a solicitação é realizada.

Como consultar?

O benefício pode ser consultado na aba “Seguro-Desemprego” em “Consultas”, logo na página inicial do aplicativo, assim que o trabalhador acessa a plataforma.

Auxílio emergencial

Para ajudar os milhares de trabalhadores que foram demitidos ou ficaram sem ocupação formal durante a pandemia, em abril o governo federal deu início ao pagamento do auxílio emergencial. 

O benefício surgiu para o grupo de: inscritos no Bolsa Família, MEI, desempregados, e inscritos no Cadastro Único. As inscrições foram feitas via internet, por site ou aplicativo, e terminam no dia 2 de julho. 

No entanto, para receber este benefício não era permitido acumular com o pagamento do seguro desemprego. Por isso, quem recebeu a última parcela do seguro em agosto, por exemplo, ficou sem acesso ao auxílio. 

O valor foi de R$600 nas primeiras cinco parcelas, de abril a agosto, e de R$300 com início em outubro e término em dezembro. Mães chefes de família puderam receber o valor em cota dupla.

Jheniffer FreitasJheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.