Após o desembargador Carlos Henrique Chernicharo cassar a liminar que impedia o retorno, as escolas particulares do Rio de Janeiro foram autorizadas a retornarem suas atividades a partir do dia 14 de setembro. Mas, medidas foram impostas para garantir a saúde de todos.

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Volta às aulas no RJ: O que está permitido no retorno das escolas?  
Volta às aulas no Rio de Janeiro: O que está permitido no retorno das escolas? (Imagem/Reprodução Google)
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O retorno às aulas no Rio de Janeiro parece aqueles filmes cheio de reviravoltas, após o desembargador Chernicharo autorizar o retorno no último domingo (13), na segunda-feira outro desembargador foi contrário à decisão. Peterson Barroso Simão determinou a suspensão das aulas presenciais

Cartilha para o Retorno

O governo do estado do Rio de Janeiro criou uma cartilha para auxiliar e instruir as escolas nesse momento de retorno às atividades presenciais. As medidas são:

  • Uso obrigatório de equipamentos de proteção;
  • Distanciamento de 1 m a 1, 5 m entre os alunos e funcionários;
  • Manutenção dos ambientes ventilados com aparelhos de ar condicionado ou ventiladores;
  • Limpeza constante dos ambientes;
  • Mesas e cadeiras, nas salas de aula, devem ficar perto de paredes e janelas sempre abertas;
  • Proibido que alunos se sentem de frente um ao outro;
  • Proibido o compartilhar pratos, talheres e copos.

De acordo com o médico e também secretário de saúde do estado, Alexandre Chieppe, é responsabilidade de todos realizar todos os cuidados e monitorar os espaços e alunos nesse momento de retorno.

“Todos nós estamos preocupados, mas os pais estão com os filhos ali dentro. Acho que é um direito e um dever desses pais participarem do processo de monitoramento do retorno seguro. É uma ação conjunta”, disse ele.

Volta às aulas com pouca adesão

Mesmo autorizadas a retornas suas atividades, as escolas particulares enfrentam um dilema, a preocupação dos pais e responsáveis com a segurança das crianças.

No primeiro dia de retorno o que se viu foram escolas que antes eram cheias de crianças recebendo uma parcela muito pequena de alunos.

O que os educadores esperam é que aos poucos os pais se sintam seguros em enviar seus filhos para o ambiente escolar. Enquanto isso, o ensino virtual de continuar sendo oferecido por todas as escolas que decidirem reabrir.

Lucas Werneck, diretor do Sindicato das Escolas Particulares do Rio – Sinepe-Rio destacou que as famílias têm essa liberdade escolha.

“As famílias que não estiverem seguras, que não estiverem confortáveis de mandar seus filhos nesse primeiro momento, podem continuar as atividades não presenciais regularmente de suas casas”, disse ele.

 

Jamille Pereira Novaes é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduada em Gestão da Educação pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). Como professora de Língua Portuguesa, já atuou no ensino fundamental I e II.

Atualmente, trabalha com professora de Língua Portuguesa no ensino técnico e redatora da editoria de carreiras do portal FDR.